Saindo da Matrix

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    • O NIVER DE JESUS

      qui, 25 de dezembro, 2003

      Yeah,baby!

      Hoje, a data aceita mundialmente para as festividades natalinas é 25 de dezembro. Mas nem sempre foi assim.

      Nem mesmo os autores dos Evangelhos bíblicos estavam muito certos do ano de nascimento de Jesus. Menos ainda se sabe sobre a data. Até mesmo os Santos Patriarcas da Igreja, bem como eminentes autoridades eclesiásticas, por muitos séculos, não conseguiram fixar com exatidão a data de seu nascimento. Os cristãos primitivos celebravam a Natividade com um grande festival em maio, ou, por vezes, em abril, e em outras ocasiões em janeiro. Algumas das mais antigas tradições da Igreja fixavam, em definitivo, o 20 de maio como a data certa, enquanto outras insistiam em apontá-la como 19 ou 20 de abril.

      Hoje nós já temos o apoio da ciência para a confirmação dos dados apresentados. O astrônomo britânico Colin Humprey, professor da Universidade de Cambridge, afirmou em 1991 que a conhecida Estrela de Belém, registrada com absoluta precisão pelos antigos astrônomos chineses, teria sido um cometa. Baseando-se nos seus cálculos, o cometa teria passado pela órbita da Terra 5 anos antes do início da Era Cristã. Apoiando-se nos relatos bíblicos, Humprey concluiu que o nascimento de Jesus ocorreu em abril, provavelmente entre os dias 13 e 27.

      É certo que, mesmo que seja comprovada a data exata de seu nascimento, o 25 de dezembro deve continuar como a data oficial.

      Mas, por que 25 de dezembro?!

      Em um grande concílio, realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, ficou decidido fixar a data em 25 de dezembro, ou meia-noite do dia 24. Entretanto esta escolha não foi feita ao acaso. Vejamos porquê:

      O que os Patriarcas levaram em conta ao escolherem esta data foi o conhecimento de que, através dos séculos precedentes, todos os Grandes Mestres ou Grandes Avatares nascidos de virgens (Jesus, como demonstrarei a seguir, não foi o primeiro nem o único) e que eram Filhos de Deus e considerados Salvadores ou Redentores, haviam nascido ou a 25 de dezembro, ou em data próxima.

      Na Índia este período já era comemorado muitos e muitos séculos antes da Era Cristã, na forma de um festival religioso, durante o qual o povo ornamentava suas casas com flores e as pessoas trocavam presentes com amigos e parentes.

      Na China, muito século antes da Era Cristã, era celebrado o Solstício de Inverno, onde no dia 24 ou 25 de dezembro fechava-se o comércio e tudo o mais. Assim como os antigos persas celebravam esplêndidas cerimônias em homenagem a Mitra, cujo nascimento ocorrera a 25 de dezembro.

      Vários deuses egípcios nasceram no dia 25 de dezembro, e, em praticamente todas as histórias religiosas de povos antigos, iremos encontrar celebrações idênticas às referidas. Osíris, filho da santa virgem e deusa Nut, nasceu em 25 de dezembro, assim como os gregos também celebravam, nesta mesma data, o nascimento de Hércules.

      Como podemos ver, o dia 25 de dezembro vem sendo considerado um dia místico há muito tempo, e por muitos povos diferentes. A esse respeito temos as declarações do Reverendo Gross, autoridade no assunto e autor de diversas obras a esse respeito nas quais afirma que se realizava em Roma, antes da Era Cristã, no dia 25 de dezembro, uma festa com o nome de Natalis Solis Invicti (Natalício do invencível Sol). A data era comemorada com espetáculos públicos e com muita alegria, fechando-se o comércio, adiando-se declarações de guerra e execuções, permutando presentes entre amigos e parentes e concedendo liberdade aos escravos.

      Assim como na China, entre os primitivos germânicos, séculos antes do nascimento do Menino Jesus, era comemorado o Solstício de Inverno. Entre os escandinavos, neste mesmo período, era comemorado o que se chamava Festa do Yule. O termo Yule ainda sobrevive, designando a véspera de Natal. É interessante notar que o vocábulo Yule equivale ao francês Noel, que por sua vez corresponde à palavra hebraica ou caldaica Nule. Notamos também a presença de celebrações no referente período entre os druidas na Grã-Bretanha e na Irlanda, e mesmo no antigo México.

      Tertuliano, Patriarca da antiga Igreja Cristã, que contribuiu com suas obras para a formação das doutrinas, dogmas e cerimônias do cristianismo, informa-nos, minuciosamente, como se ornamentavam as portas "com guirlandas de flores e folhagens".

      Todos esses fatos eram de conhecimento dos Patriarcas da Igreja e foram obtidos através de documentos históricos e de época. A fim de aproveitar muitas dessas cerimônias, os Patriarcas da Igreja tiveram que inventar certas passagens e princípios relacionados à vida e obra de Jesus e adaptá-los às referidas cerimônias.

      Uma delas refere-se ao nascimento de Jesus, onde é dito que, ao nascer o Menino, estavam os pastores guardando seus rebanhos no campo. Muito improvável que eles estivessem no campo no inverno. Nesta época do ano - afirmam os que conheciam as condições da Palestina à época - os pastores não ficavam no campo nem de dia nem de noite, e que este incidente foi introduzido à crônica de Seu nascimento quando ainda era comumente aceita a versão de que Jesus viera ao mundo em abril ou maio. Outra é a da fogueira de São João. Os Europeus há muito comemoravam com grandes fogueiras o Solstício do Verão, que é quando o Sol pára de se afastar da Terra. Comemorava-se, assim, a chegada do calor, e faziam rituais de abundância e fertilidade (também conhecidos como suruba).

      A Igreja Católica possui a mesma filosofia agressiva da Microsoft: destruir a concorrência, fazendo um produto similar, gratuito e ainda mais bonito e opulento (mas cheio de bugs). E assim roubaram a data de todas as festas "pagãs" e botaram santos e Jesus no meio. Com o passar do tempo as pessoas vão esquecendo o significado original da comemoração, pois a Igreja tem uma melhor máquina de propaganda (Seria Bill Gates a reencarnação de algum Papa?).


      Fonte (o original, já que eu alterei um pouco):
      Acásicos

      Referência:
      Jesus, um mito;
      Feliz aniversário, Mitra!;
      Calendário Eclesiástico Gnóstico;
      A Vida Mística de Jesus, por H. Spencer Lewis




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      Cristianismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários