Saindo da Matrix

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    • A HISTÓRIA DE BUDA

      seg, 8 de dezembro, 2003

      Hoje budistas do mundo inteiro comemoram o 2.425º aniversário de iluminação de Buda. Em homenagem a esse fato histórico e significativo (parabéns, Buda!) estou postando hoje o resultado de um trabalho de meses: um texto que pretende ser a mais completa "biografia" de Buda. Claro que uma história tão antiga acaba por virar lenda, mesclando elementos simbólicos a fatos históricos deturpados. Procurei, no meio de tantas versões, achar a mais difundida na internet.


      Clique para ler

      Segue uma versão beeeeem resumida, só pra dar um gostinho:

      Reza a lenda que um certo Rei, pra proteger seu filho dos sofrimentos do mundo, teria criado seu filho num mundo de fantasias, somente com festas, mulheres e amigos: No inverno, ele ia para um palácio longe das chuvas, se saía do palácio, o Rei mandava limpar as ruas e tirar os velhos e mendigos do caminho. Ao completar 20 anos, o príncipe Siddhartha Gautama já tinha tudo o que um homem poderia desejar: imensurável riqueza, o amor de uma bela esposa (Yashodhara) e favores sexuais de inúmeras cortesãs. Siddhartha, no entanto, sentia uma enorme sensação de vazio. Na tentativa de descobrir o motivo, implorou que seu pai lhe permitisse andar sozinho, fora do palácio. O Rei não permitiu; então, uma noite, ele fugiu.

      Uma vez solto no mundo, ele teria visto pela primeira vez as maldições que assolam a humanidade - a doença, a velhice e a morte - e teria se disposto a solucionar esses problemas. Desprendendo-se de suas riquezas, ele partiu em busca do conhecimento com vários Mestres. Ele absorveu todos os ensinamentos, mas isso não o satisfez. Procurou então atingir a iluminação pela mortificação do corpo. Também não deu certo. Num certo momento, sentou-se debaixo de uma árvore à beira do rio e jurou permanecer ali até ser capaz de solucionar todos os mistérios da vida e morte. Os budistas acreditam que, ao transportar-se para um estado de profunda meditação, Siddhartha teria tido uma série de revelações. Teria visto que sua natureza era vasta, cósmica, e que estava além da doença, da velhice e da morte. Quando abriu seus olhos, ele já não era Siddhartha Gautama, e sim Buda, que significa: aquele que despertou.

      Essa experiência tornou-se conhecida como iluminação, que leva à descoberta do Nirvana. E é exatamente isso que todos os budistas procuram alcançar - nesta vida e em outras. Basta, em tese, seguir à risca as instruções de Buda:

      A fonte do sofrimento é a idéia de existência de um "eu" substancial. Todos os seres que se deixam prender à idéia de um "eu" tornam-se sujeitos a tais sofrimentos. O desejo, a cólera e a ignorância são também causados pelo "eu". Estes três venenos são a origem de todos os sofrimentos. Se eliminarmos a idéia do "eu", o desejo, a cólera e a ignorância, os sofrimentos cessarão.
      "Por meio de esforço e método, é possível alcançar a iluminação nesta vida" afirma o lama nepalês Dzawa Rimpoche. "Mas, se você não conseguir fazê-lo, a morte não é o fim. Você terá, ao renascer, todas as sementes plantadas na vida anterior".

      Disse Osho de Buda:

      Eu adoro Gautama porque ele representa para mim o núcleo essencial da religião. Ele é o fundador de uma forma totalmente diferente de religião no mundo: uma religião sem religião. O que ele propôs foi não uma religião, mas uma religiosidade, e essa foi uma grande mudança radical na história da consciência humana.



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      5 estrelas, Budismo - publicado às 12:00 AM 6 comentários