Saindo da Matrix

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    • REENCARNAÇÃO (CONSIDERAÇÕES)

      ter, 28 de outubro, 2003

      A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que forma. Isso fica evidenciado em algumas passagens da Bíblia. Esse pensamento se perpetuou e foi adotado pelos cristãos ocidentais, que acreditam que, após a morte, a alma fica no cemitério (ou num limbo), junto ao corpo, esperando o momento em que Jesus retornará e os mortos sairão dos túmulos. É uma teoria bem anti-evolucionista, e um desperdício de potencial inteligente (o espírito) por parte da natureza.

      O budismo, com uma assustadora coerência, prefere não se deter nesses detalhes. Afinal, se não existe um EU, por que perder tempo com a ilusão de um EU que acha que está reencarnando? Mas este blog pretende começar de baixo, mesmo, com o que a mente humana pode "dominar", então vamos ver mais teorias reencarnatórias:

      Para os Hindus, você hoje pode ser um ser humano, e na próxima vida uma vaca, ou um coelho. Por isso o respeito aos animais (eles podem ser seus parentes!). Novamente considero isso um retrocesso por parte da natureza (que, em tudo o mais que vemos, não retroage. Ao contrário: evolui). A doutrina espírita me pareceu a mais correta, quando diz que a alma começa seu aprendizado nos minerais, vai adquirindo percepções e sentimentos como plantas, e aprende a exercitar os instintos como animais irracionais. Só depois de muito tempo nestes estágios, poderia então adquirir e dominar um veículo tão complexo como o corpo humano, que possibilita a consciência de questionar, dominar e transmutar todos os instintos e sentimentos. O ponto de vista da teosofia, através de Alice Bailey (no livro O reaparecimento do Cristo) não parece ser diferente:

      Deve-se levar em conta que, praticamente, todos os grupos e escritos esotéricos têm posto em relevo, irrefletidamente, a questão das passadas encarnações e sua recordação que resulta impossível de serem constatadas, porque qualquer um pode dizer e afirmar o que bem lhe aprouver; o ensinamento se tem baseado em leis inexistentes que se supõe regerem a equação tempo e intervalo entre uma vida e outra, esquecendo-se que o tempo é um produto da consciência cerebral, que não tem existência fora do cérebro; a ênfase tem sido posta sobre um falso conceito a respeito do relacionamento: O ensinamento, até agora difundido sobre a Reencarnação foi mais prejudicial que proveitoso.

      Pouco sabemos além do fato de que tal lei existe. Aqueles que conhecem, por experiência, a realidade deste retorno, repelem, de plano, os pormenores fantásticos e improváveis que os grupos teosóficos e ocultistas expõem como realidades. A lei existe, porém nada sabemos acerca de seu mecanismo. Muito pouco se pode dizer a respeito dela que seja exato e isto não pode ser refutado.

      1 A Lei do Renascimento é uma grande lei natural de nosso planeta.
      2 É um processo estabelecido e levado a cabo de acordo com a Lei de Evolução.
      3 Está intimamente relacionada com a Lei de Causa e Efeito e por ela condicionada.
      4 É um processo de desenvolvimento progressivo que permite ao homem avançar, desde o materialismo irracional mais grosseiro até uma perfeição espiritual e uma inteligente percepção, que lhe permitirão chegar a ser um membro do Reino de Deus.
      5 Explica as diferenças que existem entre os homens e, em conexão com a Lei de Causa e Efeito denominada Lei do Carma no Oriente, explica as diferentes circunstâncias e atitudes para com a vida.
      6 É a expressão do aspecto vontade da alma e não o resultado da decisão de uma forma material; é a alma que existe em todas as formas que reencarna, escolhendo e construindo os adequados veículos físico, emocional e mental, com os quais pode aprender as lições necessárias.
      7 A Lei de Renascimento, no que concerne à humanidade, entra em vigência no plano da alma. A encarnação é motivada e dirigida desde o nível da alma no plano mental.
      8 As almas encarnam, ciclicamente, em grupos, de acordo com a Lei, a fim de estabelecer corretas relações com Deus e com seus semelhantes.
      9 O desenvolvimento progressivo, de conformidade com a Lei do Renascimento, está condicionado, em grande parte, pelo princípio mental "assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é". Estas breves palavras merecem uma cuidadosa reflexão.
      10 Sob a Lei do Renascimento, o ser humano lentamente desenvolve sua mente, logo, esta começa a controlar o sentimento, a natureza emocional e, finalmente, revela ao homem sua alma, natureza e meio ambiente.
      11 Nessa etapa do desenvolvimento, o homem começa a percorrer o Caminho do Retorno e se dirige, paulatinamente, depois de muitas vidas, para o Reino de Deus.
      12 Quando o homem - devido à mentalidade desenvolvida, à sabedoria adquirida, ao serviço prático prestado e à compreensão - aprendeu a nada pedir para o eu separado, então já não deseja viver nos três mundos e se libera da Lei do Renascimento.
      13 Então, é consciente do grupo, da alma de seu grupo e da alma de todas as formas, alcançando, tal como Cristo dissera, uma etapa de perfeição crística, chegando "à Medida da estatura da Plenitude do Cristo" (Ef. 4,13)


      Referência:
      Post sobre reencarnação nas diversas culturas;
      Reencarnação para os egípcios;
      Reencarnação para os gregos;
      Reencarnação para os hindus;
      Análise da alma, por James Hillman (discípulo de Jung)




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      Holismo, Metafísica - publicado às 12:00 AM 2 comentários