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DIA DAS BRUXAS
sex, 31 de outubro, 2003
 


Hoje é o dia das bruxas!! Pra quem não sabe, é o ano novo na tradição Celta (quem tiver um Celta tem de comemorar dentro dele, senão dá o maior azar pelo resto do ano!). Pra festejar a data, aí vai um texto desmistificando a religião Wicca, e mostrando as diferenças entre a Bruxaria Tradicional e a Neo-pagã.


 
Holismo - publicado às 12:00 AM 1 comentário
METATRON
 


Oráculo mencionou certa vez que Moisés foi quem se comunicou com a maior potência, com a energia mais próxima de Deus. Confesso que fiquei desconcertado, pois achava que teria sido Jesus... Preferi deixar a questão no terreno da dúvida, mas li um texto de Lázaro, na lista Malkuth (infelizmente só para assinantes), que trata da questão de forma interessante:

Pois bem, Mitratron é o PRIMEIRO regente dos sete deste mundo dos EL, ou seja, do MUNDO ASTROLÓGICO. Compararíamos ao plano astral (a muito GROSSO modo, porque aí não são lugares de manifestação, e sim quase atributos, formas divinas que há em nós ou nos anjos). Ou seja, ele está no ponto mais alto dos arcanjos, na comparação, no limiar do astral, quase passando para o mental. Eu recomendo não confundi-lo com o conceito cristão de Satanás, nem exorcizá-lo não (risos), pois o "cara" (se fosse um cara) é, se não notaram, a primeira grandeza abaixo do mundo angelical. Ou seja, sua missão é introduzir aqueles que devem "comparecer perante a face de deus". Em nossa linguagem, sabemos que para você se iluminar, vai ter que se livrar do jugo do karma. Não vai dever nada para ele, certo? Então, ADIVINHA QUEM você vai encontrar no caminho, então, para só passar quanto tiver realmente o coração leve como a pluma?

Ah, lembram do Deus mal humoradinho do Velho Testamento? Não, não era DEUS, ou melhor era, pois todos o somos. Mas o ASPECTO ou força divina que acompanhava aquele estágio do planeta, e que se manifestava, e que podia destruir Sodoma e Gomorra, testar Jó e Tobias, falar GROSSO para dar as Leis, etc, era, adivinha quem? Adivinha quem?

Ah, mais detalhes para ter boas relações com este aspecto... É claro que é por meio dele que todas as potências inferiores podem receber as virtudes de Deus. O "cara" é uma espécie de chakrão celeste, um elo divino, um transformador energético, um filtro de passagem. É bom pensar antes de chama-lo, em ignorância religiosa, de "o capeta".


Metatron, em sua penúltima manifestação (a mais recente foi como o Prof. Severus Snape)

Ao que parece Mitratron (ou Metatron, que significa "Mais Próximo do Trono", e que é conhecido como "A voz de Deus") foi necessário, pois somente uma grande força transformadora/destruidora (como Shiva) para tirar o pessoal BRONCO daquela época de sua estupizer e letargia espiritual (na marra!). Essa idéia é explorada em detalhes nos livros A saga dos Capelinos, romance de Albert Paul Dahoui.

Referência:
Mais sobre Metatron (inglês)


 
Holismo - publicado às 12:00 AM 1 comentário
REENCARNAÇÃO NO HINDUÍSMO
qui, 30 de outubro, 2003
 


...Os sábios não lamentam nem os vivos nem os mortos. Nunca houve nenhum tempo em que Eu fosse inexistente, nem você, e nem haverá futuro em que não existiremos. Como a alma que se encarna passa sucessivamente, no mesmo corpo, da infância à juventude e à velhice, o mesmo se dá pela transmigração de um corpo a outro. E os sábios não se perturbam com isso. Oh, Arjuna, somente pela interação dos sentidos existe frio, calor, prazer e dor. Essas coisas são temporárias, surgindo e desaparecendo. Então tente tolerar isso. Ó valoroso entre os homens, saiba que quem mantém um sábio julgamento na tristeza ou na alegria, e em ambas se mantém imperturbável, é digno da liberação (Nirvana). Os sabedores da Verdade concluíram, estudando a natureza dos dois: no irreal não há duração, e no real não há cessação. Aquilo que pelo corpo se espalha é de natureza eterna. Ninguém pode destruir a nossa alma imperecível. Só o corpo material certamente morrerá, mas a alma é eterna em existência, indestrutível e infinita. (...) Quem pensa que a alma (ayam) pode matar ou morrer não entende a realidade, mas quem tem conhecimento sabe que a alma não mata e não pode ser morta. Nem nascimento nem morte pode acontecer a alma. Ela existe eternamente, e nunca é destruída quando o corpo perece. Oh, Arjuna, como pode alguém que sabe que a alma é eterna, não-nascida e indestrutível e imperecível causar a morte de alguma pessoa? E a quem ele mata? Como quem muda de roupa e abandona as roupas velhas, a alma aceita um novo corpo descartando o corpo inútil. Ninguém pode ferir a alma com nenhuma espécie de arma; não há fogo que a queime; a água não pode molhá-la nem pode o vento secá-la. Nossa alma individual sendo imóvel e imutável, insolúvel, inquebrável e primordial. Sabendo, pois, que a alma é imperceptível, inconcebível e imutável, é impróprio pra você se lamentar.

(Bhagavad Gita cap. 2; 11-25)


ASATO MA

Om asato ma sat gamaya,
Tamaso ma jyotir gamaya,
Mrityor ma amritam gamaya

A ausência de verdade me conduz à verdade.
A escuridão me conduz à luz.
A morte me conduz à imortalidade.


Referência:
Comentários ao verso 13 do Bhagavad Gita


 
Hinduísmo - publicado às 12:00 AM 7 comentários
REGRESSÃO DA MEMÓRIA
qua, 29 de outubro, 2003
 


Se fomos trazidos à Terra para esquecer o nosso passado, valorizar o presente e preparar em nosso benefício o futuro melhor, por que provocar a regressão da memória do que fomos ou fizemos simplesmente por questões de curiosidade vazia, ou buscar aqueles que foram nossos companheiros a fim de regressar aos desequilíbrios que hoje resgatamos?

A nossa própria existência atual nos apresentará as tarefas e provas que, em si, são a recapitulação de nosso passado em nossas diversas vidas, ou mesmo, somente de nossa passagem última na Terra fixada no mundo físico, curso de regeneração em que estamos integrados nas chamadas provações de cada dia.

Por que efetuar a regressão da memória unicamente para chorar a lembrança dos pretéritos episódios infelizes, ou exibirmos grandeza ilusória em situações que, por simples desejo de leviana retomada de acontecimentos, fomos protagonistas, se já sabemos, especialmente com Allan Kardec, que estamos eliminando gradativamente as nossas imperfeições naturais ou apagando o brilho falso de tantos descaminhos que apenas nos induzirão a erros que não mais desejamos repetir?

Sejamos sinceros e lancemos um olhar para as nossas tendências.

Emmanuel / Chico Xavier

Para os gregos, as almas dos mortos descem ao Hades para beber do Rio do Esquecimento (Letes), onde perdem a memória das vidas passadas e da escolha inicial de nossas almas, e então voltam para a Terra.


 
Espiritismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários
REENCARNAÇÃO (CONSIDERAÇÕES)
ter, 28 de outubro, 2003
 


A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que forma. Isso fica evidenciado em algumas passagens da Bíblia. Esse pensamento se perpetuou e foi adotado pelos cristãos ocidentais, que acreditam que, após a morte, a alma fica no cemitério (ou num limbo), junto ao corpo, esperando o momento em que Jesus retornará e os mortos sairão dos túmulos. É uma teoria bem anti-evolucionista, e um desperdício de potencial inteligente (o espírito) por parte da natureza.

O budismo, com uma assustadora coerência, prefere não se deter nesses detalhes. Afinal, se não existe um EU, por que perder tempo com a ilusão de um EU que acha que está reencarnando? Mas este blog pretende começar de baixo, mesmo, com o que a mente humana pode "dominar", então vamos ver mais teorias reencarnatórias:

Para os Hindus, você hoje pode ser um ser humano, e na próxima vida uma vaca, ou um coelho. Por isso o respeito aos animais (eles podem ser seus parentes!). Novamente considero isso um retrocesso por parte da natureza (que, em tudo o mais que vemos, não retroage. Ao contrário: evolui). A doutrina espírita me pareceu a mais correta, quando diz que a alma começa seu aprendizado nos minerais, vai adquirindo percepções e sentimentos como plantas, e aprende a exercitar os instintos como animais irracionais. Só depois de muito tempo nestes estágios, poderia então adquirir e dominar um veículo tão complexo como o corpo humano, que possibilita a consciência de questionar, dominar e transmutar todos os instintos e sentimentos. O ponto de vista da teosofia, através de Alice Bailey (no livro O reaparecimento do Cristo) não parece ser diferente:

Deve-se levar em conta que, praticamente, todos os grupos e escritos esotéricos têm posto em relevo, irrefletidamente, a questão das passadas encarnações e sua recordação que resulta impossível de serem constatadas, porque qualquer um pode dizer e afirmar o que bem lhe aprouver; o ensinamento se tem baseado em leis inexistentes que se supõe regerem a equação tempo e intervalo entre uma vida e outra, esquecendo-se que o tempo é um produto da consciência cerebral, que não tem existência fora do cérebro; a ênfase tem sido posta sobre um falso conceito a respeito do relacionamento: O ensinamento, até agora difundido sobre a Reencarnação foi mais prejudicial que proveitoso.

Pouco sabemos além do fato de que tal lei existe. Aqueles que conhecem, por experiência, a realidade deste retorno, repelem, de plano, os pormenores fantásticos e improváveis que os grupos teosóficos e ocultistas expõem como realidades. A lei existe, porém nada sabemos acerca de seu mecanismo. Muito pouco se pode dizer a respeito dela que seja exato e isto não pode ser refutado.

1 A Lei do Renascimento é uma grande lei natural de nosso planeta.
2 É um processo estabelecido e levado a cabo de acordo com a Lei de Evolução.
3 Está intimamente relacionada com a Lei de Causa e Efeito e por ela condicionada.
4 É um processo de desenvolvimento progressivo que permite ao homem avançar, desde o materialismo irracional mais grosseiro até uma perfeição espiritual e uma inteligente percepção, que lhe permitirão chegar a ser um membro do Reino de Deus.
5 Explica as diferenças que existem entre os homens e, em conexão com a Lei de Causa e Efeito denominada Lei do Carma no Oriente, explica as diferentes circunstâncias e atitudes para com a vida.
6 É a expressão do aspecto vontade da alma e não o resultado da decisão de uma forma material; é a alma que existe em todas as formas que reencarna, escolhendo e construindo os adequados veículos físico, emocional e mental, com os quais pode aprender as lições necessárias.
7 A Lei de Renascimento, no que concerne à humanidade, entra em vigência no plano da alma. A encarnação é motivada e dirigida desde o nível da alma no plano mental.
8 As almas encarnam, ciclicamente, em grupos, de acordo com a Lei, a fim de estabelecer corretas relações com Deus e com seus semelhantes.
9 O desenvolvimento progressivo, de conformidade com a Lei do Renascimento, está condicionado, em grande parte, pelo princípio mental "assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é". Estas breves palavras merecem uma cuidadosa reflexão.
10 Sob a Lei do Renascimento, o ser humano lentamente desenvolve sua mente, logo, esta começa a controlar o sentimento, a natureza emocional e, finalmente, revela ao homem sua alma, natureza e meio ambiente.
11 Nessa etapa do desenvolvimento, o homem começa a percorrer o Caminho do Retorno e se dirige, paulatinamente, depois de muitas vidas, para o Reino de Deus.
12 Quando o homem - devido à mentalidade desenvolvida, à sabedoria adquirida, ao serviço prático prestado e à compreensão - aprendeu a nada pedir para o eu separado, então já não deseja viver nos três mundos e se libera da Lei do Renascimento.
13 Então, é consciente do grupo, da alma de seu grupo e da alma de todas as formas, alcançando, tal como Cristo dissera, uma etapa de perfeição crística, chegando "à Medida da estatura da Plenitude do Cristo" (Ef. 4,13)


Referência:
Post sobre reencarnação nas diversas culturas;
Reencarnação para os egípcios;
Reencarnação para os gregos;
Reencarnação para os hindus;
Análise da alma, por James Hillman (discípulo de Jung)


 
Holismo, Metafísica - publicado às 12:00 AM 2 comentários
O HOMEM DE BARRO
seg, 27 de outubro, 2003
 


Cientistas norte-americanos afirmam que o que reuniu as moléculas orgânicas da Terra primordial em uma única membrana, que levou à formação de um esboço de célula, pode ter sido uma fôrma de argila. (Leia a matéria completa)

Em 1985, o New York Times já anunciava os avanços na compreensão do papel do barro/argila nos processos que conduziram à vida na Terra:

"A argila possui a capacidade de armazenar e transmitir energia, duas propriedades básicas essenciais à vida. Portanto, os cientistas concluem que o barro poderia ter atuado como um "fator químico" para transformar matérias-primas inorgânicas em moléculas mais complexas."

O que nos leva a pensar que todas aquelas lendas sobre a criação do homem podem ter um GRANDE fundo de verdade:

O segundo capítulo do Gênesis nos diz "Então Elohim modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente." E foi criado o Adão, que não é UMA pessoa, e sim uma coletividade. Na tradição cabalística judaica há a figura do Golem, que é um ser humano criado (por alguém que seguiu certos procedimentos místicos) do barro para ficar trabalhando para o seu criador.

Os Onondagas contam a história da criação assim: o grande cacique das pradarias celestiais cansou-se de sua mulher e lançou-a às infinitas águas turvas. Ela pediu ajuda aos animais marinhos para que retirassem o barro do fundo do mar. O sol secou o barro e pôde instalar-se nele a Mulher celestial, ou a grande mãe Terra.

Os Maias concebem a criação em 13 etapas. Na primeira, Hunab Ku, o Deus uno, fez-se a si mesmo e criou o céu e a terra. Na décima terceira, tomou terra e água, misturou-os e desse modo foi moldado o primeiro homem.

Segundo a mitologia grega, o Titã Prometeu apanhou um bocado de argila e molhou com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem, à semelhança dos deuses, para que fosse o senhor da Terra. Atena, deusa da sabedoria, insuflou naquela imagem de argila o espírito, o sopro divino.

No Egito um baixo-relevo em Deir el-Bahari e outro em Luxor apresentam o deus Cnum modelando sobre a roda de oleiro os corpos respectivamente da rainha Hatshepsout e do Faraó Amenofis III; as deusas colocavam sob o nariz de tais bonecos o sinal hieroglífico da vida (Ankh), para que a respirassem e se tornassem seres vivos.

Entre os Maoris da Nova Zelândia conta-se o seguinte episódio: um certo deus (conhecido pelos nomes de Tu, Tiki e Tané) tomou argila vermelha à margem de um rio, plasmou-a, misturando-lhe o seu próprio sangue, e dela fez uma cópia exata da Divindade; depois, animou-a soprando-lhe na boca e nas narinas; ela então nasceu para a vida e espirrou.

No texto sumério da criação, vemos que o primeiro homem (Adamu) foi criado a partir de uma porção de barro misturado ao sangue dos "Deuses". Após o sucesso do primeiro homem, foram criados mais 14 (sete homens e sete mulheres).

No poema babilônico de Gilgamesh conta-se que, para criar Enkidu, a deusa Aruru "plasmou argila". Na lenda assiro-babilônica de Ea e Atar-hasis, a deusa Miami, intencionando criar sete homens e sete mulheres, fez 14 blocos de argila; com estes, suas auxiliares plasmaram 14 corpos; a deusa rematou-os, imprimindo-lhes traços de indivíduos humanos e configurando-os à sua própria imagem.

No judaísmo é famosa a lenda do Golem, criatura animada (trazido à vida através de um processo mágico) feita de lama/barro.

Até Jesus já andou fazendo das suas com barro:

No Evangelho da Infância de Jesus conta-se que Jesus, aos cinco anos, foi brincar com outros meninos à beira do riacho. Construiu várias poças de água; nelas amassou o barro, e com o barro amassado, fabricou doze passarinhos. Certo homem que por lá cruzou, foi ter com o pai de Jesus, denunciando a este por estar fazendo aquilo no dia do Sábado. Veio José para o riacho e ralhou com seu filho. Este, então, dirigiu-se aos passarinhos de barro e ordenou-lhes:
— Ide, passarinhos, voai e lembrai-vos de mim.
E os passarinhos saíram voando e cantando.


 
Ciência, Cristianismo, Holismo, Judaísmo - publicado às 12:00 AM 1 comentário
THE OTHER SIDE
sáb, 25 de outubro, 2003
 


Essa semana fui numa boate que é freqüentada geralmente por mauricinhos. O lugar tem boa iluminação, estava tocando ótimas músicas... Seria um lugar energeticamente "clean", SE eu acreditasse em aparências.

Onde quer que se reúnam pessoas pra beber e pensar em sexo junta gente astral do pior tipo. Não que sexo seja ruim, mas espíritos bons não ficam vampirizando casais transando, não é? Quem vê cara não vê AIDS. O mesmo se aplica às energias. Por trás de um rostinho bonito pode haver uma verdadeira bruxa, com direito a companhia de dezenas de obsessores do pior tipo. Claro! Uma Maria gasolina é como um letreiro luminoso no astral, piscando: fiquem comigo e terão sexo sem amor garantido. Por que sem amor? O amor é força de coesão, a aura de alta vibração que se forma ao redor dos que se amam pode ser sentida até mesmo por quem não tem muita sensibilidade (dá pra sentir quando duas pessoas se amam mesmo quando elas tentam esconder de todos). Essa aura de amor, no ato sexual, perturba os espíritos grosseiros, que vão preferir vampirizar as milhares de outras pessoas que estão fazendo sexo apenas para alimentar o instinto.

Mas cá estou eu tergiversando... voltemos à narrativa. Estava eu no 1º andar, onde também tocava boa música. Estava energeticamente ótimo, sequer pensei que aquele ambiente pudesse me afetar, quando começou a tocar Otherside, do Red Hot Chili Peppers. Eu simplesmente adoro esta música, mas não a letra. Desde o começo sabia que era a mensagem de uma suicida (pós-suicídio) e me impressionei bastante. Só que a melodia é linda e eu a ouço no carro e em casa tranquilamente. Achei que seria assim na boate. Estava cantando e dançando quando, por apenas alguns segundos, pensei no teor da letra, e aí aconteceu: uma revoada de "algo" - que eu não pude ver mas sentia como se fossem morcegos - partiu pra cima de mim, vinda de todos os lados da boate. Me senti como que soterrado por uma energia densa. Quase caio. Tentei disfarçar fingindo um cisco no olho, mas senti uma dor no peito, fiquei tonto e com falta de ar. Pedi pra descer para o térreo, onde estava tocando The Smiths, o que me alegrou imediatamente. Bastou um minuto e eu já estava bem novamente. Coincidência? Não, lei da afinidade. Quando pensei na letra, me identifiquei de alguma forma com os sentimentos evocados na música e entrei na freqüência vibracional dos que estavam ali "sintonizados na mesma faixa". Atraí, numa velocidade surpreendente, formas-pensamentos dos encarnados, dos desencarnados da mesma vibração e, provavelmente, de desencarnados que se suicidaram.

Mas, por que as pessoas que estavam na boate não se sentiram mal?
Mudanças de faixas vibracionais são como a atuação da pressão do mar num mergulhador. Se ele atinge altas profundidades de uma vez, vai sentir-se mal. Se desce devagar, o corpo vai se acostumando e acaba nem percebendo a pressão. Se eu tivesse descido só um pouco abaixo do meu nível normal com certeza não notaria.

Mas então eu tirei os espíritos e formas-pensamento de todo mundo da boate e joguei tudo pra cima de mim?
Não, porque enquanto eu estava em outro nível vibracional eu estava dançando "acima de um mar de lama", assim como muita gente que vai lá só pra dançar e se divertir. Mas, quando "desci" (lembrem que não existe alto e baixo, apenas frequência/vibração) foi como se eu afundasse de vez nesse mar: eu estava compartilhando essa lama com todos os que estavam na mesma freqüência.

Eu poderia entrar e sair de uma boate muito bem SE eu não entrasse em nenhuma sintonia mental. Poderia cantar e dançar qualquer música SE eu não me identificasse com ela, nem mesmo inconscientemente. Só que isso é meio difícil. Música mexe com as pessoas, traz sentimentos... aqui vai a letra de Otherside, retraduzida e comentada à luz da vida após a morte:

OUTRO LADO

Por quanto tempo, quanto tempo vou deslizar
Separada do meu lado. Eu não
Eu não acredito que isto é (algo) ruim
Cortar minha garganta foi só o que eu...

Ouvi a sua voz através de uma fotografia
Pensei nisso e trouxe de volta o passado
Uma vez que você vá não se pode voltar
Tenho que suportar do outro lado

(retirei uma estrofe, mas a letra original em inglês está aqui)

Derrame minha vida num copo de papel
O cinzeiro está cheio e estou transbordando de coragem
Ela quer saber se ainda sou uma vagabunda
Tenho que suportar do outro lado
"Estrelinha vadia" e ela está em minha cama
Uma pretendente a "mulher sangue-suga"
Puxe o gatilho e se desplugue
Tenho que suportar do outro lado

Me deixe ligada; Me leve pra um passeio barra-pesada
Me esgote Me deixe do outro lado
Eu grito e digo que isto não é meu amigo
Eu o despedaço, o despedaço
E então ele nasce de novo.


No Youtube tem um documentário excelente sobre os Red Hot Chili Peppers, desde o começo da carreira na escola, passando pelos problemas com as drogas (que matou um dos integrantes, e quase levou outro) e o processo de composição.


 
Espiritismo, Metafísica - publicado às 12:00 AM 8 comentários
ESPIRAIS
sex, 24 de outubro, 2003
 


Espirais e seu significado místico. Um ótimo texto (autor desconhecido, infelizmente) que esclarece o uso de espirais por parte dos xamanistas, que entram em sintonia com o poder da Mãe Terra, seguindo o seu fluxo (Dharma). Serve de complementação ao post sobre a suástica. Pena que esse poder da espiral todo não trouxe sorte ao Dreamcast :P~


"A vida é como uma espiral e não como uma linha reta. Passado e futuro se encontram em um infinito presente"

A espiral é a essência do mistério da vida. Assim como se centra, ela também para, se encontra, se retorce e, então, desce e sobe novamente em graciosas curvas. O tempo se retorce em torno de si mesmo, trazendo os ecos e vibrações enquanto que os caminhos vivos da espiral passam próximos um do outro. A vida corre por estradas sinuosas, os seres se encontram em determinados pontos de suas caminhadas, se entrelaçam, se afastam, partem, retornam às origens. O ponto de partida também é o ponto de chegada trazendo-nos a questão do retornar sempre, reencontrar-se e se renovar.

As espirais também circulam dentro de nós, a energia circula em espiral, é onde a matéria e o espírito mais perfeitamente se encontram, e o tempo, por ele mesmo, não existe. Os nativos lembram as diversidades da vida e dos caminhos, e não compreendem o mundo de forma linear, o seguir em frente em uma única direção como se a vida fosse uma linha reta traçada entre um ponto de início e um de término. O destino é sempre ir além. O grande desafio de todo ser, por natureza um guerreiro trilhando as estradas das espirais da vida, é essa busca, é o retorno, é a partida, é caminhar em círculos/ciclos assim como caminha a natureza, pois somos parte dela. É fazer girar a roda do tempo, não nos prendendo em nenhum ponto em específico porque, assim, podemos vislumbrar os mais diversos pontos que compõem a espiral.

Sobre as formas espiraladas e circulares, Alce Negro, dos Oglala Sioux coloca o seguinte: "Tudo que o poder do mundo faz é feito em círculo. O céu é redondo, e tenho ouvido que a terra é redonda como uma bola, e assim também o são as estrelas. O vento, em sua força máxima, rodopia. Os pássaros fazem seus ninhos em círculos, pois a religião deles é a mesma que a nossa. O sol nasce e desaparece em círculo em sua sucessão, e sempre retornam outra vez ao ponto de partida. A vida do homem é um círculo, que vai da infância até a infância, e assim acontece com tudo que é movido pela força. Nossas tendas eram redondas como os ninhos das aves, e sempre eram dispostas em círculo, o aro da nação, o ninho de muitos ninhos, onde o Grande Espírito quis que nós chocássemos nossos filhos".

Para os antigos celtas essa é toda a essência do mistério da vida. O circular, o espiralado. O tempo, uma das triplas linhas tão importantes para o imaginário celta, se retorce em torno de si mesmo. Os astecas achavam que certas flores que tinham em seu centro espirais, eram a alegria do mundo, mostrando o ciclo do sol, quando nasce e se põe, as estações, solstícios, ciclos assim como a vida dos homens. Os orientais falam da kundalini, do fluxo de uma energia em espiral, dos redemoinhos energéticos que perambulam nossos corpos.

Como vórtex de energia, as espirais encontradas em vestígios antigos expressavam um entendimento do cosmos, da energia vibrante, da vida, ou o seu contrário. Tradicionalmente, os ancestrais compreenderam que espirais no sentido horário representavam o nascer, o sol, a vida, o mundo de cima, a transformação pelas experiências exteriores. Para o sentido anti-horário, representavam a lua, a morte, o outro mundo, o mundo de baixo, o mundo dos sonhos e alucinações, intuição, as experiências transformadoras vindas do nosso interior. Para os hindus, o que no nosso mundo terrestre era no sentido anti-horário, para a esquerda, no mundo de baixo, no outro mundo, correspondia ao sentido horário. Hoje sabe-se que esses simbolismos expressam as funções cerebrais, o lado esquerdo do cérebro regula o lado direito de nosso corpo, o lado direito regula o lado esquerdo do corpo. Nem bom, nem mal, apenas diversidades que compõe o universo, uma perfeita simbiose, uma perfeita composição de energias.

Se vermos vários locais sagrados dos antepassados, desde o paleolítico, em qualquer parte do mundo, notaremos sempre a compreensão circular e espiralada. A espiral é a energia vital, é a energia em movimento, é a própria jornada.


 
Psicologia - publicado às 12:00 AM 1 comentário
O VÉU DA MATRIX
qua, 22 de outubro, 2003
 


Não há ego maior que o do yogue que se julga acima dos que ainda são do mundo. O maior ego é achar que transcendeu o ego, porque, neste momento, você se colocou acima de quem não se coloca acima de você
(Osho)

Perguntou Ramakrishna a Vivekananda, certa vez:
- Narem, qual seu objetivo na vida?
- Ah, mestre, atingir a iluminação, e viver no Samadhi, unido a Deus e ao Todo, me dissolvendo em plena luz.
Ao que o grande mestre Ramakrishna retrucou:
- Nossa! Não lhe parece um objetivo um tanto quanto EGOÍSTA, viver na iluminação enquanto há tantos por aqui precisando de você?

A idéia continua sendo Sair da Matrix, sim... mas, de preferência, com toda a humanidade. Não que eu vá tentar convencer todo mundo dos meus pontos de vista; não mesmo. Afinal as pessoas precisam ter seus próprios pontos de vista, pois senão apenas alimentarão uma ilusão mútua e acabarão trocando uma Matrix por outra. Me explico: TUDO aqui é ilusão, manifestação Divina do TODO. O que vemos, o que sentimos, o que pensamos... quando temos nosso ponto de vista, nossa "verdade", ela É verdadeira, e ao mesmo tempo não é, pois não pode ser extendida a outrem. O sábio junta todos os pontos de vista, principalmente os discordantes, porque isso o mantém ciente de que é tudo ilusão, e ao mesmo tempo ele aprende a respeitar a verdade de cada pessoa, que é tão sagrada quando a sua própria verdade. Ele sabe que tudo são fragmentos de um grande quebra-cabeças que é a Vida.

Não é dado ao homem conhecer a Verdade Total; o seu dever está em viver de acordo com a Verdade na medida que ele a percebeu; e, em procedendo assim, deve recorrer aos meios mais puros, isto é, à não-violência
(Gandhi)

Buda nos ensina que o UM é a realidade. Multiplicidade é ilusão. Essa multiplicidade é criada pelo poder de encobrir da Consciência Suprema (O "Arquiteto"). Esse poder é chamado Maya Shakti, ou simplesmente Maya. Buda diz que o véu de Maya é como uma teia de aranha: ao mesmo tempo que encobre, também mostra. É uma bela metáfora, pois aqueles que sabem o que há por trás da teia não vêem dificuldades em ver através dela. Quem não sabe, mas acha que sabe, fará verdadeiros tratados sobre o assunto (ou um blog como esse, que seria bastante presunçoso se eu não tivesse a consciência de que estou do lado de cá da teia e só sei do que me contam do lado de lá) com detalhadas descrições que são na verdade toscas e grosseiras, pois ele vê apenas o que é possível ver através da teia. Já quem não sabe ou fica acomodado do lado de cá com sua visão tapada, ou vai procurar descobrir, fazer suposições, questionar e estudar. Outros ainda juram (com uma certeza que tiram não seoi de onde) que não existe nada além da teia, e ficam parados, oservando os intrincados desenhos, fascinados pelos detalhes da teia, pelo seu brilho e encanto, achando que tudo se resume a aquilo...

A idéia de que estamos diante de um véu translúcido não é só de Buda não. É algo que está presente na Cabalá, também.

Aqueles que se propuseram embarcar numa caminhada espiritual (seja em que doutrina ou religião for) estarão eternamente Saindo da Matrix. Não chegarão do "lado de fora", simplesmente porque esse "lado" não existe. Mas é bem melhor estar Saindo de uma Matrix, clareando as idéias, do que ficar imerso numa ilusão dentro de uma ilusão, preferindo ignorar os fatos que estão em desacordo com o seu conceito ilusório, não é? Saindo da Matrix (e não "Sair") é estar se desconstruindo a cada dia, sem com isso perder contato com o mundo em que precisamos estar para viver (ou não estaríamos aqui). Poderia ser sintetizado no pensamento abaixo:

É preciso amar as pessoas e usar as coisas ao invés de amar as coisas e usar as pessoas
(John Powell)

 
Budismo, Filosofia, Hinduísmo, Judaísmo, Metafísica, Pensamentos - publicado às 12:00 AM 5 comentários
A PROVA DOS ESPÍRITOS
ter, 21 de outubro, 2003
 


Uma certa pessoa na lista Ceticismo Aberto questionou a existência de espíritos com um exemplo e uma pergunta:

Uma amiga, que crê em espíritos, foi a uma sessão onde um soldado romano apareceu. Depois de aquelas velhas mensagens de amor, perdão, caridade etc, ela tentou conversar com o soldado romano do tempo do império. Mas, o que nem o soldado nem a pessoa que o recebia sabiam, era que a minha amiga estuda línguas na USP, em especial Latim.. :-) E tentou falar em Latim com o soldado romano, afinal, ele viveu, cresceu e morreu falando Latim.
A desculpa padrão para que entidades não falem as línguas de sua origem é que tem de usar o "equipamento" da pessoa que recebe e não dá para falar. Mas, e compreender? Quer dizer que um espírito de Roma imperial se lembra de como era sua vida, sabe onde viveu, pode citar eventos de sua infância, mas simplesmente "esqueceu" o que palavras simples em Latim significam?
Se perguntar algo que sabe a resposta mas que com certeza, certeza produzida pelo rigor do método cientifico, o receptor não sabe (nem tem como descobrir) e o espírito respondesse, isso seria um teste cientifico. Se fizer isso em um laboratório, digamos, na Universidade do Randi, leva um milhão de dólares para a caridade (se quiser) e acaba com a discussão.

O exemplo da amiga é perfeito. Fiquei com a mesma dúvida. Por que raios ele não compreenderia? Não vejo impedimento.

Quando escrevi a frase acima, no post original, em 2003, achava que a consciência do espírito simplesmente se transferia pro cérebro do médium, com tudo o que tem dentro, e se manifestaria. Depois, estudando, vi que está bem longe disso. O espírito atua em áreas específicas do cérebro do médium, como a pineal, assim como atuamos em nosso computador: através de interfaces (mouse, teclado). Da mesma forma que nem todo mundo consegue programar pra fazer seu PC funcionar, espíritos desencarnados usam o feijão-com-arroz pra se comunicar, geralmente "ditando" mentalmente pro médium o que vai dizer, ou "transferindo" fragmentos de pensamentos, pra transmitir imagens ou idéias. Assim sendo, a parte cognitiva/mnemônica que aprendeu o tal do Latim há milhares de anos poderia não estar acessível para o cérebro de um médium brasileiro que penou pra aprender português durante uma década (no mínimo). Tivesse o médium um bom vocabulário em francês, alemão ou esperanto (línguas que, assim como a nossa, utilizam o Latim como base) e um aperfeiçoamento no sentido de receber de forma límpida o que fala o espírito, poderíamos sim ver o médium falando latim. Mas aí o Randi ia dizer que era fraude e não ia pagar o 1 milhão. Na verdade ele ia inventar qualquer coisa pra não pagar, afinal, está em jogo mais do que dinheiro, aí...

O espiritismo foi planejado por seu criador, Allan Kardec, para englobar os aspectos filosóficos, religiosos e científicos ao mesmo tempo. As investidas de Kardec no campo da ciência material através dos espíritos foram infrutíferas, diria até ridículas, em face dos avanços da ciência tradicional, escolar. Em contrapartida, a filosofia e o aspecto religioso permanecem tão atuais hoje quanto na época em que foram escritos. Por que? Ao meu ver a organização espiritual que preside os trabalhos "lá em cima" não tem o menor interesse em se fazer revelar a todos indistintamente. Afinal, uma onda mundial de assombrações, com mesas girantes, se espalharia como pólvora nesses tempos de internet. E isso aconteceu na Europa (França, especialmente) no século 17. Qual o impedimento pra acontecer agora? Nenhum, creio eu, já que existem tantos médiuns hoje como antigamente, mas a resposta está no que foi transmitido a Chico Xavier pelo espírito Emmanuel: "Amigos, a materialização é fenômeno que pode deslumbrar alguns companheiros e até beneficiá-los com a cura física. Mas o livro é chuva que fertiliza lavouras imensas, alcançando milhões de almas. Rogo aos amigos a suspensão destas reuniões (de materialização de espíritos) a partir desse momento". Ou seja, a espiritualidade só permitiu esses fenômenos para atrair o interessa para a doutrina espírita (e, considerando o fracasso dela se propagar pelo mundo - tirando o Brasil - os espíritos pelo visto desistiram de qualquer tentativa de se "fazer um viral" pra vender seu peixe).

Pensando bem, de que adianta convencer um cético de que existe vida após a morte, se todos os seus valores espirituais permanecerem inalterados? Um ateu que não vê a atuação de uma inteligência na organização planetária, do microcosmo ao macrocosmo, é um cego do espírito (o pior tipo de cegueira que existe). A prova A + B de vida após a morte (seja encontrando com a mãe morta, ou um inimigo de outra vida) não irá dilatar sua cognição espiritual, apenas criar camadas e camadas de "programação" a nossas atitudes (ex: "não matar pois o espírito vai puxar meu pé", ou "não fazer isso senão minha mãe não vai gostar e vai brigar comigo na primeira oportunidade"), sem falar numa paranóia que tornaria nossa vida quase insuportável.

Na antiguidade era comum consultarem os "mortos" para tudo. Tínhamos os adivinhos, os necromantes, os Oráculos dos templos Gregos, dando pitaco em todas as nossas ações... Só que os que morreram não se tornam Divindades nem ficam mais evoluídos e inteligentes por não estarem mais num corpo físico. Na maioria das vezes eram cegos guiando outros cegos! E assim muitos espíritos trevosos se aproveitavam dessa condição de "superioridade Divina" para incitar os povos à violência (e vemos isso claramente no Velho Testamento, quando "Deus" ordena a Josué que passe ao fio da espada todos os homens, mulheres e crianças da cidade de Jericó, entre outras coisas. Teria sido o mesmo Deus que disse NÃO MATARÁS a Moisés? Por essas e por outras que foi melhor mesmo Moisés proibir a comunicação com os "mortos").

Além do que é preciso uma certa maturidade para compreender as implicações da interação com os "outros mundos". Algo que somente agora a humanidade está alcançando. Tivemos pessoas com maravilhosos ensinamentos espirituais convivendo com perfeitos ignorantes espirituais por milênios, e o que ganharam? Uma morte cruel por pura intolerância! Agora estas pessoas já têm seu espaço na sociedade, e mesmo quando não são compreendidas, são respeitadas (ainda há uma minoria muito mal-educada, mas estes hão de sair deste planeta aos poucos...). Quando for o tempo certo, a comunicação com os espíritos e com seres extraterrestres será tão comum quanto usar o ICQ MSN e conversar com uma pessoa no Japão. Mas é preciso primeiro parar com a mania de imperialismo ou colonialismo que os seres humanos possuem. Ou somos metidos a conquistadores e procuramos subjugar o próximo, ou ficamos nos achando inferiores, indignos de respirar o mesmo ar que a pessoa alvo da nossa admiração (o povo brasileiro tem muito disso em relação aos estrangeiros).

Os espíritos evoluídos não querem que dependamos deles pra nada. Quem está aqui na Terra somos nós, nós é que sabemos onde o calo aperta. O que querem é que nós cumpramos o que combinamos fazer "lá em cima", e pra isso precisamos desenvolver nosso potencial, que é trazer para fora desta casca, desta prisão, que é nosso corpo, nossa verdadeira essência, nosso contato direto com o Divino. Mas, por que fazer isso aqui na Terra, com o esquecimento do que se É e com todas as dificuldades, e não em outro plano menos denso, onde seria tudo mais fácil? Bem, pergunte a um ferreiro o porque dele mergulhar o aço na forja e só depois jogar na água...

Referência:
Dar e receber: a lei do Universo;
Sepher haZohar


 
Espiritismo - publicado às 12:00 AM 1 comentário
NÍVEIS DE SINCRONICIDADE
sex, 17 de outubro, 2003
 


Sincronicidade, um termo cunhado por Carl Jung no século XVIII. Psicólogo, astrólogo, taoísta, etc. Jung tinha uma teoria de que tudo no universo estava interligado por um tipo de vibração, e que duas dimensões (física e não física) estavam em algum tipo de sincronia, que faziam certos eventos isolados se repetirem em perspectivas diferentes...

Em pesquisas pela internet, achei um cientista que também observava estes fenômenos. Ele criou um sistema de níveis para classificar as coincidências, por exemplo:
Coincidências de nível 1 eram aquelas com menos situações particulares interligadas (duas pessoas com camisas pretas listradas se cruzam).
Agora, coincidências de nível 3 eram aquelas com mais situações (duas pessoas com camisas pretas listradas, chapéus pretos, guarda-chuvas marrons, calças bege e sapatos brancos, ainda por cima se chamam João e estão na fila comprando as mesmas coisas).

Retirei o texto acima de um estudo de KlaSH, que "coleciona" sincronicidades. Essas "coincidências" de nível 1 acontecem com certa frequência. Quem já não começou a cantarolar uma música e logo depois ela toca na rádio, ou no CD que estava no modo aleatório? Mas há 2 meses aconteceu uma (que considero de nível 3) que vou relatar agora:

Fui dar carona a um amigo. Assim que entramos no carro, ele fez uma piadinha com o fato de eu gostar de música de videogame, dizendo: "coloca aí a música do estágio 3 de Streets of Rage". Só que fazia quase 1 ano que eu não escutava músicas de Yuzo Koshiro (o compositor de Streets of Rage) no carro, e justamente nessa semana eu havia gravado algumas pra matar a saudade (1 pasta com umas 40 músicas dele, de vários jogos, no meio de um CD com outras pastas, somando umas 200 músicas em MP3). Eu sorri e liguei o som, pois já ia dizer pra ele que isso era uma coincidência - pois eu estava ouvindo justamente músicas desse compositor - quando o tocador escolhe aleatoriamente uma música da pasta e é justamente o estágio 3 de Streets of Rage!

Referência:
Carl Jung Reloaded;
Sincronicidade e sonhos;
Sincronicidade: A construção do conceito


 
Psicologia - publicado às 12:00 AM 3 comentários
RIQUEZA MATERIAL
qua, 15 de outubro, 2003
 


Irony-mode on:

O "Grand Master" Choa Kok Sui (como ele humildemente prefere ser chamado) é o criador da técnica da Cura Prânica, e está vindo para o Brasil para dar algumas palestras. Não entendi porque Oráculo fez uma cara feia quando falei que estava aprendendo Cura Prânica, até esta semana, quando recebi um folder com a mais nova criação do Mestre Choa: o Kriya$hakti (com cifrão e tudo!), "A ciência espiritual para a manifestação da prosperidade e do sucesso." Por apenas R$ 620 você pode ver esta maravilhosa palestra e ficar rico que nem ele!!

Alguns trechos do folder (em negrito), comentados pelos meus amigos Mateus, Marcos e Lucas:

"Meditações para a prosperidade: Elaboradas com o intuito de eliminar programações negativas que foram implementadas desde a infância e substituí-las por uma poderosa rede de formas pensamento positivas que serão intrinsecamente conectadas a seu campo de enrgia, criando um vórtice contínuo para a atração de riqueza e prosperidade."

Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
(Mateus 6:19-21)


"Pratique a meditação da concretização com o objetivo de acelerar a manifestação de uma idéia ou pensamento no mundo físico. Esta técnica tem sido utilizada por multimilionários e executivos de grandes corporações para atingir riqueza e sucesso. Aprenda como utilizá-la em seus projetos pessoais."

Cuidado com o que deseja, pois você pode acabar conseguindo...
(Sabedoria popular)

É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.
(Mateus 19:24)


"A ciência da caridade e do merecimento. Saiba como fazer doações. A sequência correta fará com que você crie a sua própria boa sorte. Aprenda uma técnica simples para gerar um karma de prosperidade e abundância."

E, estando Jesus assentado defronte a arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro nela; e muitos ricos lançavam muito. Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam um quadrante (um centavo de Real). E, chamando seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro. Porque todos ali deitaram do que lhes sobrava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.
(Marcos 12:41-44)


"Aprenda como canalizar o poder do dinheiro e da abundância para acelerar seu desenvolvimento espiritual."

Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mammom.
(Lucas 16:13)

Irony-mode off


A riqueza não é uma dádiva, e sim um grande teste. Na parábola do Semeador Jesus diz isto sobre a semente que cai entre espinhos:

A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer
(Lucas 8:14)

A riqueza em si não é má, e sim o uso que se faz dela. O dinheiro e o poder corrompem, isso todo mundo sabe. A avareza geralmente é porporcional à riqueza. Não invejem os ricos e bem-sucedidos. Não diga "por que Deus deu tanto a eles e tão pouco a mim?", pois você não sabe a cruz que eles têm de carregar por conta do que receberam da vida. Quanto mais você tem nesta vida, mais deve prestar contas no final.

Mesmo que vejas um rico cruel e arrogante, não alimente o ódio nem a revolta. Na verdade, ore por ele, para que ele vença esta prova (se você pudesse vê-lo espiritualmente, com certeza não iria querer estar na pele dele) e para que ele aprenda a usar com sabedoria e caridade o que possue. Todos ganham com isso. Mas, se você reforça o pensamento de que aquela pessoa é cruel, vai estar (indiretamente) contribuindo para o fracasso de vida daquela pessoa.

Quase todos os homens podem enfrentar a adversidade, mas se queres pôr o caráter de um homem à prova, dê a ele poder
(Abraham Lincoln)

Às vezes a simplicidade nos poucos recursos materiais pode ser uma bênção, possibilitada pelos guias espirituais. A pessoa aprende a dar valor ao que tem, ao que consegue com o seu próprio esforço, e a não necessitar avidamente dos supérfluos. Talvez se esta pessoa pegasse em grande soma de dinheiro ainda nesta vida poderia corromper-se, e jogar sua encarnação por água abaixo. Com o aprendizado, as próximas vidas podem vir a ser muito mais fáceis materialmente. Certa vez uma pessoa estava numa reunião espírita e o espírito de uma cigana falou pra ele (e só pra ele): "imagine alguma coisa que você queira, que nós conseguiremos pra você". A pessoa ficou sem saber o que pensar, pois na mente dela não era justo utilizar-se dos recursos da espiritualidade pra conseguir um objeto material supérfluo (Se ele tivesse alguma NECESSIDADE material, com certeza pediria. Ele, por exemplo, queria ter um DVD, um home teather, mas isso não é uma necessidade!). Então, mesmo correndo o risco de parecer falso ou ingrato, ele falou, meio sem jeito: "eu preferia alguma coisa espiritual". A cigana sorriu e disse: "Isso nós já sabemos. E é exatamente por isso que podemos ofertar o material pra você." E esta pessoa acabou ganhando um valioso ensinamento espiritual!

Referência:
O cristão e a riqueza;
A oferta da Viúva pobre, na visão espírita


 
Cristianismo, Holismo - publicado às 12:00 AM 2 comentários
MACACO MOVE BRAÇO BIÔNICO
 


Usando apenas seu pensamento, dois macacos conseguiram mover um braço robótico à distância. A experiência pioneira, conduzida pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para pessoas com paralisia e também para a criação de próteses controladas pelo cérebro. Leia a matéria completa aqui (versão mais amigável) ou aqui (mais detalhado).

O cientista, em entrevista para O Globo, falou que "Muda basicamente a concepção teórica que tínhamos sobre o cérebro. Ele evolui para incorporar ferramentas que utilizamos. O limite de nosso corpo não termina no limite de nossa pele."

O grupo de cientistas colocou, através de cirurgia, microcabos de computador, menores que um fio de cabelo, dentro do cérebro dos macacos, em diferentes regiões. Assim registravam todo o funcionamento de mais ou menos cem neurônios. Depois, passavam essas informações para um sistema de computadores que estava programado para interpretá-las. Os computadores criaram algoritmos, que são "regras" para entender informações. Tais informações podiam até mesmo ser transmitidas pela internet, e mover um braço que estava a nada mais, nada menos que 900 quilômetros de distância! (essa tecnologia foi desenvolvida pelo mesmo cientista e hoje é possível pra um humano mover uma mão biônica pelo pensamento)

Fico pensando: Se os cientistas de hoje conseguem fazer isso com os macacos, o que possíveis alienígenas (tecnologicamente bem mais avançados) podem fazer com humanos?? Esse negócio de abdução com implantes e chips é algo que não dá pra esconder, simplesmente porque existe a prova física. Não raro são retirados objetos que são feitos de ligas desconhecidas aqui na Terra, ou metais que só são encontrados na Lua. Já vi fotos de cirurgias e laudos de laboratórios de análise de metais. Um dos maiores pesquisadores em implantes alienígenas da atualidade é o norte-americano Derrel Sims, ex-funcionário da CIA. Ele trabalha em parceria com o Dr. Roger Leir, e coleciona um conjunto de implantes alienígenas retirados de pessoas através de cirurgias. As peças de metal no organismo desses pacientes estavam envolvidas num denso labirinto membranoso e numa trama de proteínas e coágulos. Outra característica desses implantes é que eles não são rejeitados pelo corpo, como deveria ocorrer caso fossem um acidente. Além disso, foram detectadas células que não deveriam estar na região onde os artefatos foram introduzidos nas vítimas.

Há também a parte metafísica da coisa, tratada em vários livros espíritas, onde dizem que há rastreadores que são colocados no corpo etérico da pessoa, não localizáveis fisicamente, mas só com a ajuda de médiuns (principalmente os que trabalham com apometria).


 
Ciência, Espiritismo, Ufologia - publicado às 12:00 AM 18 comentários
O SILÊNCIO
ter, 14 de outubro, 2003
 


E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal. E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia
(Lucas 27:8-9)

Disse-lhe, pois, Pilatos: "Logo tu és rei?" Jesus respondeu: "Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz." Disse-lhe Pilatos: "Que é a verdade?" E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum
(João 18:37-38)

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
(João 14:6-9)


Jesus fala pacientemente aos seus discípulos (que, por vezes, são burros de dar dó, como na passagem acima), prega ao povo na rua, no Monte das Oliveiras, fala aos humildes, mas não fala aos cultos Herodes nem Pilatos, que estavam entusiasmados em ouvir seus ensinamentos (como um passatempo, provavelmente). Afinal, por que dizer o que eles não querem de fato ouvir? É caridade moral respeitar as limitações dos outros. Seria uma agressão aos ouvidos de Pilatos a resposta "Eu sou a verdade e a vida."

Mas, afinal, o que é a Verdade? Essa é uma pergunta que persegue a humanidade durante milênios. Alguns dirão "É Jesus, como você disse acima". Mas o que É e o que FOI Jesus? Será que adjetivos bastam para defini-lo? Será que conhecemos MESMO Jesus e o que ele representou? Prefiro manter o respeitoso silêncio dos que reconhecem que nada sabem.

Buda também mantém o silêncio nesta parábola budista, para não causar um mal:

Quando um andarilho de nome Vacchagotta lhe perguntou diretamente se havia um eu, Buda permaneceu silencioso. - Então, não existe um eu? Tornou a perguntar o andarilho. Uma segunda vez o Mestre ficou em silêncio.

Então, o errante Vacchagotta levantou-se do seu assento e partiu. Em seguida, seu primo e discípulo Ananda perguntou a Buda, desconcertado:
- Por que o senhor, Mestre, não respondeu quando foi perguntado pelo errante Vacchagotta?
- Seu eu, Ananda, respondesse que há um eu, isto seria concordar com aqueles brâmanes e eremitas que são eternalistas (isto é, a idéia de que existe uma alma eterna). Se eu, Ananda, respondesse que não há um eu, isto seria concordar com aqueles brâmanes e eremitas que são aniquilacionistas (de que a morte é a aniquilação da experiência). O andarilho Vacchagotta, já confuso, teria ficado ainda mais confuso (e teria pensado): "Anteriormente não havia um eu para mim? Agora deixou de existir?"

Não havia uma maneira de responder à questão daquele homem sem reforçar uma visão equivocada sobre o eu. Daí o silêncio. Não era um caso de má vontade. Buda sabia que o que quer que ele respondesse não ia causar um bem ao homem, nem ia provocar uma mudança em seus conceitos, pois segundo uma outra parábola budista Buda já o conhecia e havia tentado explicar para ele (sem sucesso) algo parecido. O budismo prega, entre outras coisas, a palavra correta, isto é: não mentir, não falar em vão nem usar palavras ásperas ou caluniosas. Prega também que, se não tem nada útil para dizer, guarde o nobre silêncio. É respeitar o nível evolutivo de cada indivíduo. Até mesmo Paulo de Tarso demonstrou utilizar este recurso, quando disse, em I Coríntios 3: "E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis".

Bodhidharma - Mestre hindu difusor do Zen Budismo e do Shoringi Kempo na China e no Japão - certo dia perguntou aos seus melhores discípulos o que eles haviam aprendido sobre o Dharma.

Tao-fu aproximou-se e disse: "Eu percebi que o caminho budista transcende a linguagem e a palavra, embora não separado da linguagem e da palavra".
Bodhidharma respondeu: "Você atingiu minha pele."

Tsung Chih disse: "O que eu aprendi é como ver a Aksobya (Paraíso eterno, terra do Buda). Após vê-la, você não pode descrevê-la".
Bodhidharma respondeu: "Você atingiu minha carne."

Tao-yu disse: "Os quatro elementos estão originalmente vazios e os cinco agregados não existem. Nada do que entendi é atingível".
Bodhidharma respondeu: "Você atingiu meu osso."

Por fim, Hui-k'o fez uma reverência ao Mestre e permaneceu imóvel, em silêncio.
Bodhidharma então falou: "Você atingiu minha medula".

Referência:
O Significado Maçônico do Silêncio;
A estratégia do não-eu;
Encontros de Jesus: Pôncio Pilatos


 
Budismo, Cristianismo - publicado às 12:00 AM 3 comentários
REVISIONISMO
dom, 12 de outubro, 2003
 


Achei de péssimo gosto o texto O Protocolo dos Sábios de Sião, tanto o conteúdo como os comentários, ambos carregados de rancor e ódio. Ódio de cá, ódio de lá... aonde vamos parar? Aquele post sobre o WTC teve por base uma dica de Oráculo, mas só postei depois de ter analisado, estudado e me convencido de que aquilo era, mesmo de forma simplista, possível (tanto é que fiz ressalvas quanto a idade das vítimas). Me surpreendi que não tivessem ocorrido comentários revisionistas mais cedo, já que, durante minha pesquisa sobre o holocausto, me deparei com mais páginas defendendo Hitler do que falando das tragédias. Me impressiona como alguém culto possa falar a besteira de que o holocausto não existiu, ou tentar, por meio de argumentos, justificar essa barbárie. Não sou pro-judeu, nem pro-brasileiro e nem pro-eu-mesmo. No momento estou P da vida com Ariel Sharon e seus ministros, com a ocupação ilegal da Palestina (como se aquilo fosse o quintal deles) mas isso não se torna um ódio contra os judeus de forma alguma (pelo contrário, eu aplaudi a atitude dos pilotos Israelenses que se recusaram a matar inocentes nas ruas da Palestina! Eles são heróis, fizeram muito mais pela paz do que qualquer diplomata da ONU até agora!). Enquanto isso Avigdor Lieberman, ministro israelense ultranacionalista, se negou a participar de uma comissão governamental encarregada de resolver a libertação dos prisioneiros palestinos. E falou pra todos, numa rádio de Tel Aviv, que o melhor seria matá-los: "O melhor seria afogar essas pessoas. Se fosse possível no Mar Morto, pois é o ponto mais baixo do planeta", riu Lieberman. São pessoas assim que fomentam o ódio contra um povo, um credo, ou qualquer grupo. Mas cabe a nós, pessoas com discernimento, cultura e informação saber separar o joio do trigo, e saber que estas pessoas não pertencem a uma nação ou credo (apenas ESTÃO numa nação e num credo), pois no fundo SOMOS TODOS IRMÃOS, provenientes da mesma essência, e essa idéia de unicidade existe em TODOS OS POVOS. Só que o nome dessa essência não poderia ser igual pra todas as línguas, e muitos usam isso como desculpa pra dizer que Alah é diferente de Yaveh ou Brahman. Como pode existir um Deus de Israel e um Deus Hindu, se o primeiro é Único (a essência)? Ou admitimos que Ele não é Único (existiriam dois ou mais "sabores" de Deus pra cada nação, o que nos levaria a imaginar que existe então uma essência que deu origem a esses "sabores"), ou então temos de reconhecer que ambos têm o mesmo Deus, com nomes e manifestações diferentes (afinal, é idéia corrente que Deus se manifesta em todas as coisas, não é mesmo?).

Antes de começarem a destilar veneno contra quem quer que seja, lembrem-se das eternas palavras de Jesus em Mateus 7:1-5:

Não julgueis, para que não sejam julgados. Porque com o juízo com que julgais, também sereis julgados; e com a medida com que você mede os outros, também te medirão. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.

E é justamente pelo que explicitei acima que não estou esculhambando as duas raças que eu abomino: satanistas e neo-nazistas (meu ódio por eles é algo que estou trabalhando). Por isso mesmo evitem falar absurdos revisionistas aqui no blog e estudem, vejam fotos, livros, se possível visitem a Alemanha, e verão os tais campos de concentração "que não existem" (mas insistem em estar lá). E, por favor, me poupem de argumentos que usam meia-verdades para esconder uma grande mentira, como "o tempo que um corpo demora para queimar multiplicado por 6 milhões daria tanto tempo que estariam queimando judeus até hoje." Como se todos os judeus tivessem morrido queimados (e como se os alemães tivessem feito contagem de todos os corpos e dessem o resultado pra o Tribunal de Haia. Imaginem a cena, Joseph Goebels se levanta e diz: "está sendo cometida uma injustiça aqui; fizemos um levantamento numa empresa de auditoria independente e constatamos que nós matamos apenas 4 milhões de judeus, e não 6!"). RIDÍCULO!


 
Cristianismo, Judaísmo, Pensamentos - publicado às 12:00 AM Sem comentários
EXAMINADORES
 


Observando a Terra do ponto de vista espiritual, podemos compará-la a imensa escola, com vários cursos educativos.

O aluno inicia o aprendizado pelo número de matrícula. O Espírito começa o grande estágio carnal pela certidão do berço.
O primeiro ingressa na classe que lhe compete. O segundo é conduzido ao ambiente a que mais se ajusta.

Pequeninos, sorriem no jardim da infância, ensaiando idéias da vida. Almas primitivas, na verdura da selva, adquirem noções de comportamento.

Há crianças, nas letras primárias, dominando o alfabeto. Há irmãos, em lutas menores, penetrando os domínios da experiência. Existem jovens, nos bancos da instrução intermediária, disputando conquistas mais altas.

Possuímos inúmeros companheiros em tarefa importante, marchando para mais elevados conhecimentos. Contam-se, ainda, aqueles que se ergueram às instituições de ensino superior, buscando a especialização profissional ou científica, de modo a participarem da elite cultural, no progresso da Humanidade. Vemos, igualmente, corações amadurecidos, a transitarem na universidade do sofrimento, procurando as aquisições de amor e sabedoria que lhes confiram acesso ao escol da sublimação, na Espiritualidade Vitoriosa.

Assim, pois, se te vês no círculo das grandes aflições ou dos grandes problemas, é que já ascendeste aos centros de adestramento maior para a assimilação de virtudes excelsas. Recebe, desse modo, os parentes difíceis e os amigos complexos, os adversários gratuitos e os irmãos desafortunados, tanto quanto aqueles que te apedrejam e ferem, perseguem e caluniam, por examinadores constantes de teu aproveitamento nas ciências da alma, por instrutores na luta cotidiana... Cada um deles, hora a hora, te examina o grau de paciência e serviço, caridade e benevolência, perdão e fé viva, bom ânimo e entendimento.

E, lembrando-te de que o próprio Cristo sofreu ironia e espancamento entre eles, no dia da cruz, asserena-te na banca de provas em que te encontras, aprendendo a valorizar, em teu próprio favor, o poder da humildade e a força da compaixão.

Emmanuel / Chico Xavier; Religião dos Espíritos.

Lembram dos aforismas Quando o aluno está preparado, o mestre aparece? Ou do Deus não dá uma cruz maior do que se pode carregar? É isso. Acredite na sua capacidade. Afinal, tem mais gente acreditando que você pode conseguir (que são seus guias espirituais que, com base nas suas ações passadas, e visando o reestabelecimento da harmonia, planejaram sua vida prevendo, de certa forma, esses desafios, dores, encontros e desencontros, muito provavelmente porque você assegurou a eles, do outro lado, que podia dar conta da situação). Não os decepcione.


 
Espiritismo - publicado às 12:00 AM 1 comentário
O JOGO DE ESPELHOS DOS UNIVERSOS PARALELOS
qui, 9 de outubro, 2003
 


Por Max Tegmark
Extraído da revista Scientific American Brasil, nº 13, de junho de 2003


Será que existe uma cópia de você lendo esse artigo?


Uma pessoa que não é você, mas vive num planeta chamado Terra com montanhas cobertas de neblina, campos férteis e cidades esparramadas em um Sistema Solar com oito outros planetas? A vida que essa pessoa leva é idêntica à sua em todos os aspectos, mas talvez ele ou ela decida abandonar este artigo antes de terminar a leitura, enquanto você contínua lendo.

A idéia de um alter ego como esse é estranha à primeira vista e pouco plausível, mas parece inevitável que acabemos por aceitá-la, pois essa idéia tem sustentação em observações astronômicas. O modelo astronômico mais simples e mais comum hoje prediz que existe um gêmeo em uma galáxia a cerca de 10 elevado a 1O28 metros daqui. Essa distância é tão grande que está além das medidas astronômicas, mas isso não torna menos real o seu duplo-eu (doppelgänger). A estimativa decorre de leis elementares das probabilidades, sem que seja necessário lançar mão da física moderna especulativa. Simplesmente existe um espaço infinitamente grande (ou pelo menos suficientemente grande) que está praticamente todo preenchido por matéria uniformemente distribuída, como indicam as observações. Num espaço infinito, mesmo os eventos mais improváveis devem ocorrer em algum lugar. Há muitos outros planetas habitados, incluindo não só um, mas infinitos outros planetas com pessoas exatamente como você, com a sua aparência, o mesmo nome e as mesmas lembranças, alguém que já esgotou todas as possíveis combinações de escolhas da sua vida.

Você provavelmente nunca verá seus outros eus. O lugar mais distante que você consegue observar é o ponto de onde a luz partiu há 14 bilhões de anos, desde que começou a expansão do Big Bang. Os objetos visíveis mais distantes estão agora a cerca de 4x1026 metros de distância, o que define o nosso Universo observável, também chamado de volume de Hubble, nosso volume de horizonte ou simplesmente nosso Universo. Da mesma forma, os universos dos seus outros eus são esferas do mesmo tamanho que têm seus planetas como centro. Estes são os exemplos mais diretos de universos paralelos. Cada universo é simplesmente uma pequena parte de um "multiverso" maior.


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Ciência - publicado às 1:30 PM Sem comentários
DUNA
 



Como filme, ele é um ótimo RPG!

Por favor,alguém me diga que o filme Duna é propositalmente trash! Eu fiquei em dúvida o tempo todo. Quando eu pensava que ia descambar pra palhaçada, o filme ficava sombrio. Talvez o site de David Lynch explique algo sobre isso...

Engraçado é que a narrativa do filme é quase como ler um livro. Tem uma introdução à história, nós ouvimos os personagens pensando, tem descrições do que está acontecendo na tela pra dar mais emoção ("oh, é uma lâmina envenenada") ou então pra explicar o que danado é que a gente está vendo! A última vez que vi algo assim foi nos episódios de Jaspion, quando o Satan Goss aparece e uma voz em off declama a já célebre frase: "Satan Goss tem o poder de enfurecer os seres e transformá-los em monstros incontroláveis".

Tem hora que eu não sabia se ria ou tentava entender o filme dentro de um (qualquer um) contexto.

Uma cena que vai ficar pra sempre na minha (curta) memória é a de Patrick Stewart partindo pra batalha com um cachorrinho numa mão e uma arma laser na outra, gritando "Vida longa ao Duque Leto!!" (deve ter uma explicação pra isso no site de Lynch... TEM que ter...)


Capitão Piccard e sua tropa se borrando de medo! Só o cachorrinho encara a morte com serenidade...

 
Cinema - publicado às 12:00 AM 5 comentários
UMA CÓPIA DE VOCÊ PODE ESTAR LENDO ESTE BLOG...
 


...em uma outra dimensão!

"O espaço parece ter dimensões infinitas. Em algum lugar, muito além, tudo o que é possível se realiza, não importando o quão impossível isso pareça. Além do alcance dos nossos telescópios existem outras regiões do espaço que parecem idênticas às nossas. Essas regiões são um tipo de universo paralelo."

Parece roteiro de ficção científica? Mas não é! Esse é um trecho do artigo O jogo de espelhos dos Universos Paralelos, que saiu na revista Scientific American Brasil do mês de junho, abordando as mais diferentes implicações da teoria dos universos paralelos. É algo que vai abrir a mente para todos os fãs dos assuntos deste blog, pois favorece a compreensão dos planos espirituais e da "Matrix" em que nós estamos, como podemos ver no seguinte trecho:

"A proposta de Steinhardt Turok e os modelos relacionados envolvem uma segunda membrana tridimensional bastante paralela a nossa, simplesmente deslocada numa dimensão mais alta. Este universo paralelo não é realmente um universo à parte porque interage com o nosso. Mas o conjunto de universos - passado,presente e futuro - que estas membranas criam, formariam um multiverso que teria, indiscutivelmente, uma diversidade semelhante àquela produzida pela inflação caótica."

Isso me lembra o final de um post anterior sobre a Cabalá, quando cita que "matéria, tempo e espaço formam o nosso plano existencial: Malkuth". Os cientistas podem até mesmo calcular, na média, a que distância se encontram esses universos. A presença deles poderia explicar diversos aspectos estranhos do nosso próprio Universo. Poderia até responder questões fundamentais sobre a natureza do tempo e a compreensão do mundo físico.

Um texto fantástico. Leitura obrigatória pra qualquer um interessado em tirar sua mente da Matrix, e fãs de ficção científica em geral (pense quadrimensionalmente, McFly!!).


 
Ciência - publicado às 12:00 AM 7 comentários
O CAMINHO DO MEIO
dom, 5 de outubro, 2003
 


O SuperSimpson me lembrou bem no post anterior algo que aparentemente contradiz a minha filosofia de vida, que é a do "caminho do meio". É que nestas duas semanas têm acontecido tanta coisa que me fez reforçar uma idéia que estava germinando: a de que o caminho do meio só pode existir baseado nas experiências, e não no que você ACHA que é o meio-termo. Ele é pendular. Se você não conhece direito nem a escuridão nem a luz intensa, como vai saber que está na penumbra?

Foi isso que Buda fez para atingir a iluminação: ele percorreu os extremos para conhecer o ponto de equilíbrio. Seu método de ensino não era diferente: Primeiramente ele ensinou que o único meio de escapar dos sofrimentos era extinguir sua fonte - o desejo (e isto se tornou a base do Budismo Hinayana). Assim que seus discípulos começaram a compreender os seus ensinamentos, ele ensinou-lhes que existia um reino longe deste mundo transitório e mundano, e seus discípulos desejaram renascer em tal paraíso celeste. Estes ensinos passaram a ser chamado de doutrina provisória do Budismo Mahayana. Quando Buda revelou o que mais tarde seria conhecido como Sutra de Lótus, houve uma mudança radical. Ele incentivou os seus discípulos a examinarem suas próprias vidas ao invés de ficarem ansiando por um outro mundo. Notem que Buda não disse pra eles o que era o meio termo, e sim deu a eles metas opostas, de acordo com a maturidade de seus discípulos.

Acho que foi isso que eu fiz nesses 2 anos. Vivi intensamente o lado material sem pensar no espiritual, depois mergulhei de cabeça no espiritual, ignorando por completo o material, e agora, com alguma experiência, venho tentando equilibrar um pouco esses dois lados. Não me arrependo de ter passado por tudo isso. Foi essencial para que eu tenha o discernimento que tenho agora. Mas o mais importante de tudo isso foi saber que o que eu fiz foi de comum acordo entre o cérebro e o coração. Por isso mesmo, não tinha como fazer diferente. Notem que o caminho pendular não é um FIM, e sim um MEIO para atingir o caminho do meio.

Sim, Ka, eu postei aquilo pensando no Apocalipse 3:15-16, que nos diz: "Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca". A diplomacia é importante, mas está a um passo da hipocrisia. Mas isso não quer dizer que a pessoa vá sair por aí fazendo qualquer coisa que der na telha, como passar a mão na bunda do guarda. Lembrem-se de Eclesiastes: "Anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e alegram aos teus olhos; sabe, porém, que em todas estas coisas és responsável". É a Lei do Karma. Antes de mover uma pedra do lugar assegura-te que ainda tenha forças para colocá-la de volta, se necessário. Também não é pra fazer tudo intensamente, como encher a cara de cana ou se entupir de comida. Isso é MUITO diferente de viver intensamente. Na sabedoria de Provérbios 25:16 vemos "Achaste mel? Come só o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar". Preferem Buda? Ele diz o mesmo: "Quer quando comeis coisas deliciosas, quer quando comeis coisas desagradáveis, jamais deveis sair da proporção certa. Comei o suficiente para vos manterdes".


 
Budismo, Pensamentos - publicado às 12:00 AM 2 comentários
QUASE
sáb, 4 de outubro, 2003
 


Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...
Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005, do jornal O Globo)


 
Pensamentos - publicado às 12:00 AM 1 comentário