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Nan-in, um mestre japonês, recebeu um professor universitário que o visitou para fazer perguntas sobre o Zen. O professor estava cheio de idéias, e fazia muitas perguntas. Nan-in serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante e depois continuou a servir mais chá nela. O professor observou o derramamento de chá até não poder mais se controlar.
- Já está derramando! Não cabe mais nada! - Falou o professor.
- Como esta xícara - disse Nan-in - Você está cheio de suas própria opiniões e especulações. Como posso lhe mostrar o Zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara?
Disse um Mestre Zen:
"Não entendo o Zen. Nada tenho a demonstrar. Portanto, não permaneçais aí de pé, esperando conseguir algo que saia do nada. Iluminai-vos por vós mesmos, se o quiserdes. Se há algo a alcançar, conquistai-vos por vós próprios."
"Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é aquilo, não deves afirmar ou negar nada.
Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade, e o que quer que seja negado não é verdadeiro.
Como alguém poderá dizer com certeza o que aquilo possa ser enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que É?
E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma região onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir?
Portanto, aos seus questionamentos oferece-lhes apenas o silêncio. Silêncio, e um dedo apontando o Caminho."
(Verso Zen)