Saindo da Matrix

  • .
  • <<OSHO: MULHERES  Página principal  1 ANO DE BLOG>>

    • Categorias

      • Budismo
      • Ciência
      • Cinema
      • Cristianismo
      • Espiritismo
      • Filosofia
      • Geral
      • Hinduísmo
      • Holismo
      • Internacional
      • Judaísmo
      • Metafísica
      • Pensamentos
      • Sufismo
      • Taoísmo
      • Ufologia
    • Arquivos

      Página inicial

      Últimos comentários


    • NOSSO LAR

      Versão pra garotas e EmosVersão pra macho!Layout normal Fonte grande
      sex, 20 de junho, 2003

      O livro Nosso Lar, de André Luiz e Chico Xavier, foi o meu segundo contato com livros espíritas (o primeiro foi O abismo, de Ranieri), e realmente fez um sentido enorme para mim. As cidades espirituais continuam com Governos, ministérios, normas, etc. Dos anos 50 (época em que o livro foi escrito) pra cá, muita coisa mudou nos planos espirituais, assim como mudou aqui "embaixo" também. Mas esse livro ainda ajuda a elucidar muitas das dúvidas do tipo "o que vou fazer depois que morrer?" (O resumo da resposta seria: vai trabalhar, vagabundo!)

      Um capítulo dos mais fascinantes é o nono, onde o autor nos mostra que, mesmo após a morte, carregamos conosco nossos hábitos e vícios, até mesmo o de comer! E que isso acarreta problemas como o que aconteceria em qualquer cidade física. Vejamos:

      PROBLEMA DE ALIMENTAÇÃO

      - Quem presta atenção nesta imensa comunidade de serviço - argumentei - é levado a considerar vários aspectos. E o abastecimento? Nunca ouvi falar de um Ministério da Economia...
      - Antigamente - explicou Lisias pacientemente - os serviços desse tipo tinham mais destaque. No entanto, o atual Governador decidiu diminuir a atenção a tudo o que nos lembrasse as sensações puramente físicas. Assim, as atividades de abastecimento ficaram reduzidas a mero serviço de distribuição, sob a coordenação direta da Governadoria. Aliás, essa medida foi das mais positivas. Segundo consta nos arquivos, há um século a colônia tinha muita dificuldade para adaptar os habitantes a costumes mais simples. Muitos dos recém-chegados se desdobravam em exigências. Queriam mesas fartas e bebidas excitantes, dando continuidade a velhos vícios terrenos. Apenas o Ministério da União Divina ficou livre desses abusos, por suas próprias características. No entanto, os outros viviam sobrecarregados de pesados problemas desse tipo. Mesmo assim, o atual Governador não poupou esforços. Assim que assumiu o cargo, tomou providências adequadas. Antigos missionários daqui me puseram a par de acontecimentos interessantes. Disseram-me que, a pedido da Governadoria, 200 instrutores vieram de um plano muito elevado para divulgar novos conhecimentos a respeito da respiração e da absorção de princípios vitais da atmosfera. Foram feitas muitas reuniões.

      - Alguns técnicos de "Nosso Lar" colocaram-se contra a medida, alegando que a cidade é local de transição e que não seria justo, nem possível, querer desligar imediatamente os desencarnados, por meio de métodos drásticos, sem que se colocasse em risco sua integridade espiritual. No entanto, o Governador não desanimou. As reuniões, providências e atividades continuaram por 30 anos seguidos. Alguns espíritos de destaque chegaram a fazer protestos de caráter público, reclamando. Mais de dez vezes o Ministério do Auxílio esteve superlotado de espíritos que se diziam doentes, vítimas do novo sistema de alimentação insuficiente. Nesses períodos, os opositores da medida multiplicaram as acusações. O Governador, no entanto, nunca puniu ninguém. Convocava os adversários da medida para irem ao palácio e explicava-lhes, como um pai, os projetos e finalidades do novo regime. Chamava-lhes a atenção para a superioridade dos métodos de espiritualização, promovia excursões de estudo a planos mais elevados para os mais rebeldes opositores da medida, ganhando, assim, mais e mais simpatizantes.

      Aproveitando a pausa mais longa, pedi interessado:
      - Continue, por favor, Lísias. Como terminou a luta edificante?
      - Depois de 21 anos de insistentes demonstrações do Governador, o Ministério da Elevação aderiu à medida, passando a se abastecer somente do indispensável. Já o Ministério do Esclarecimento demorou muito a se compromoter, tendo em vista os muitos especialistas em ciências exatas que trabalhavam ali. Esses eram os adversários mais teimosos. Acostumados a pensar que o uso de proteínas e carboidratos era essencial para o corpo físico, não queriam mudar suas concepções aqui. Semanalmente enviavam longas observações e alertas ao Governador, cheias de análises e cálculos que beiravam a imprudência. O velho governante, entretanto, nunca agiu sozinho. Pediu sempre a ajuda de nobres mentores, que nos orientam através do Ministério da União Divina, e nunca deixou de examinar com cuidado cada informativo de esclarecimento. Enquanto os cientistas argumentavam e a Governadoria administrava os conflitos, perigosos distúrbios se formaram no antigo Departamento da Regenaração, hoje transformado em Ministério. Incentivados pela rebeldia dos colaboradores do Ministério do Esclarecimento, os espíritos menos elevados que ali se reuniam passaram a realizar lamentáveis manifestações. Tudo isso provocou enormes divisões nos órgãos coletivos de "Nosso Lar", dando oportunidade ao ataque de multidões trevosas do Umbral, que tentaram invadir a cidade, aproveitando-se das brechas nos serviços da Regeneração, onde grande número de colaboradores mantinha um comércio paralelo, em virtude dos vícios alimentares.

      - O Governador não se perturbou com a situação. Mesmo com todos sob terríveis ameaças, ele pediu para ser atendido no Ministério da União Divina e, depois de ouvir as considerações do Conselho, mandou fechar temporariamente o Ministério da Comunicação, determinou que todas as prisões da Regeneração fossem postas em funcionamento para isolamento dos mais rebeldes, advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujo atrevimento já vinha aturando por mais de 30 anos, proibiu temporariamente o auxílio às regiões inferiores e, pela primeira vez durante sua administração, mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para a defesa geral com a emissão de dardos magnéticos.
      Não houve luta ou ataque na colônia, mas, sim, uma resistência decidida. Por mais de seis meses os serviços de alimentação de "Nosso Lar" foram reduzidos à inalação de princípios vitais da atmosfera, por meio da respiração, e água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos. Foi assim que a colônia ficou sabendo o que é a indignação de um espírito calmo e pacífico.

      - Passado o período mais delicado, a Governadoria saiu vitoriosa. O próprio Ministério do Esclarecimento reconheceu o erro e colaborou nos trabalhos de readaptação. Nesse meio tempo, houve satisfação geral e dizem que, em meio a alegria de todos, o Governador chorou emocionado, dizendo que a compreensão geral era o maior prêmio que poderia querer. A cidade voltou às atividades normais. O antigo Departamento da Regeneração foi transformado em Ministério. E desde essa época, só no Ministério da Regeneração e do Auxílio, onde é grande o número de necessitados, existem suprimentos que lembram mais de perto o que se consome na Terra. Nos outros há somente o indispensável, ou seja, o serviço de alimentação se mantém simples e equilibrado. Hoje, todos reconhecem que o suposto atrevimento do Governador foi de grande valor para nossa libertação espiritual, reduzindo as sensações físicas e fazendo surgir mais alto grau de espiritualização em todos.

      _________________


      Você pode baixar esse e outros livros de Chico aqui, em formato PDF.

      Se você não gosta de livros espíritas por causa da linguagem antiquada e rebuscada, não tem mais desculpas pra não ler: É que Maísa Intelisano, da Lista Voadores, fez uma adaptação dos livros de André Luiz para o português atual (eu utilizei essa versão no texto acima). Até agora ela adaptou os livros Nosso Lar, Missionários da Luz e Os Mensageiros, que podem ser baixados gratuitamente aqui.

      Espiritismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários