Últimos comentários

Uma coisa que sempre me intrigou nos livros espíritas era a perda temporal que sofriam os espíritos ao chegar lá do "outro lado". Vários relatos em livros dizem que pessoas passaram não sei quantos anos no umbral, apesar de só terem lembrança de pouco tempo, ou então acordam refeitos do desencarne e notam que já se passaram quatro anos terrestres... Eu nunca acreditei que alguém passasse tanto tempo desacordado, mas só entendi a coisa quando dei de cara com o livro O universo numa casca de Noz, de Stephen Hawking. Estava folheando-o na livraria quando dei de cara com o modelo de universo de Einstein (vejam o post em que falo a respeito disso) e de repente tudo fez sentido. O que valia para a nossa dimensão valia para todas as outras! Pena que não consegui me fazer entender muito bem no post anterior, e por isso retomo o tema, com uma animação mais detalhada.
Imaginem uma visão 2D das várias dimensões (que no espiritismo chamamos de Faixas vibratórias), sendo a mais próxima do centro a mais densa (física), onde nos encontramos. Estão todas em rotação, como um LP. Quanto maior a velocidade das partículas (vibração) menor a densidade, e então teremos os planos mais sutis,que são invisíveis para nós, mais pra beirada do LP.
Suponhamos que um acontecimento ocorra simultaneamente nos dois planos. A linha azul indicaria uma seqüência de eventos (que é o que chamamos de tempo). A faixa verde serve pra ilustrar uma linha temporal de comum acordo pra todas as freqüências, que poderíamos chamar de ano, mês ou dia.
Notem que o acontecimento começou a se tornar real para o observador mais próximo ao centro, antes mesmo de chegar na faixa de tempo do segundo observador. E passa muito rapidamente pelo observador 2, e deixa de acontecer enquanto ainda está lá, ocorrendo com o observador 1.
Percebem então porque um ano (ou um dia) nas faixas vibratórias mais altas passa muito mais rápido que aqui? Por isso o ano terrestre não pode ter uma comparação com o dos planos superiores, e exatamente essa a dificuldade de prever quando um acontecimento se dará por aqui. Não tenho certeza, mas o que dá a entender das comunicações é que as coisas acontecem primeiro nos planos mais sutis e só então vão se manifestando nos planos mais densos.