Saindo da Matrix

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    • O CHAMADO (parte 1)

      Versão pra garotas e EmosVersão pra macho!Layout normal Fonte grande
      dom, 26 de janeiro, 2003

      Assisti ao filme The Ring (O chamado). Estava muito interessado em vê-lo, depois que o pessoal da lista voadores (gente que se projeta e está acostumada aos umbrais e a ver coisas pouco convencionais) ficou impressionado com o "peso" vibracional do filme. Disseram que o cinema tinha mais obsessores do que espectadores.

      Já fui assistir com medo, mas este se dissipou durante a primeira metade do filme. Afinal - pensei - não é tão assustador assim. Acabei baixando minhas defesas cedo demais, e assistindo ao filme como se assiste à série de Freddy Krueger ou Jason. Então, em um dado momento do filme, fui tomado de um terror tão grande que então aconteceu uma das coisas mais estranhas que já vivi num cinema: Um calafrio partiu da minha barriga e foi subindo pela espinha até minha cabeça, e senti uma pressão como se ela fosse explodir. Minha vista escureceu e eu pensei: caramba, vou desmaiar! Uma dor enorme na nuca me fez lembrar dos obsessores, e então eu fechei a guarda. Mas era tarde demais: fiquei com essa dor até sair do shopping. Em tempo: a nuca é o local preferido para acoplamentos dos obsessores pra "sugar" a nossa energia, pois se liga diretamente com a coluna vertebral e os centros nervosos. É também por onde os espíritos em geral se ligam para incorporar em médiuns, pois facilita o controle dos movimentos.

      Enfim, dou nota máxima para o filme, pois eu queria mesmo me aterrorizar e consegui (bem mais do que eu pretendia, é verdade). O filme é um remake de um sucesso japonês de 1998: Ringu. O nome é uma adaptação de Ring, que em inglês é a campainha do telefone (e não "anel", que em japonês tem outro nome). A história do filme japonês está aqui.
      Dizem que ele é ainda mais assustador que o remake, e que uma coisa estranha aconteceu no set de filmagens: a atriz que faz a jornalista viu um rosto de uma menina no reflexo da TV, e isso aparece no filme, embora não tenhamos como precisar o que seja. Mas o que quase ninguém sabe é que o filme japonês foi (em parte) baseado em fatos reais:
      Existia uma vidente chamada Mifune Chizuko (no qual foi baseada a mãe da menina Samara) que aos 25 anos suicidou-se após uma demonstração pública de mediunidade onde ela foi acusada de charlatanismo. Um ano depois desse incidente nasce Takahashi Sadako, uma menina que conseguia criar imagens em fotografias e outras mídias, usando o poder da mente (nensha, em japonês). O diretor japonês (que acredita que Sadako possa ter sido a reencarnação de Chizuko) resolveu usar o mesmo nome - Sadako - para batizar a garota que viria a ser conhecida por Samara, na versão norte-americana.

      Trivia: Existe uma versão de Ringu em VCD lá pelas bandas de Singapura em que as pessoas atacadas por Sadako ficam com a boca na vertical, o que torna o filme ainda mais pavoroso.

      O chamado (parte 2)

      Cinema - publicado às 1:00 AM 11 comentários