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Ou seja, o Espírito Santo não é uma pessoa, não é nem mesmo UM espírito. É sim um estado de espírito, ou uma doutrina, ou religião, algo que atinja os indivíduos que estiverem preparados para Ele. Foi isso que Judas não entendeu:
Perguntou-lhe Judas (não o Iscariotes): O que houve, Senhor, que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou. Estas coisas vos tenho falado, estando ainda convosco. Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.
(João 14:22-26)
A palavra de Deus não é exclusividade de Jesus, como ele mesmo disse. O Pai fala por Jesus. De certa forma ele é um médium, provavelmente o maior de todos os tempos. Um intermediário entre a beleza cristalina da Verdade Divina e o pálido reflexo dessa mesma Verdade aqui na Terra. Mas virá depois o Espírito da Verdade, que ensinará mais coisas, e esclarecerá os ensinamentos de Jesus para aqueles que ainda não captaram a mensagem, tão simples e ao mesmo tempo tão profunda...
Bem, devo confessar que a doutrina que fez tudo isso e continua fazendo, com excelentes resultados, é a espírita. É pragmática quando deve ser, é simples e eficiente, não depende de agentes externos, não visa lucros, não possui templos, não visa abrir centros (abre quem quer), não é centralizadora (não obriga a freqüentar os centros), não é exclusivista (pessoas de todas as religiões podem ser espíritas) e nem mesmo é uma religião, no seu aspecto material. Prega a humildade e caridade, características marcantes da vida de Jesus e esquecida pelas mais diversas doutrinas e religiões.
Pena que muitos espíritas a encaram como religião, e, como verdadeiros fanáticos religiosos, se acham os donos da Verdade (que não tem dono).