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A MATRIX
sáb, 30 de novembro, 2002
 


Ricardo Guimarães, na revista Trip, fez um artigo em que enumerou vários trechos-chave deste filme. É interessante, pois são palavras fortes, feitas pra despertar não só os personagens, como também a platéia. Nos mostra que a vida é feita de escolhas, que não existe determinismo. Mostra o respeito pelo livre-arbítrio, e a dura vida dos "buscadores", aqueles que procuram fugir da ilusão e descobrir a essência das coisas. Envereda pelo taoísmo, Zen budismo e reforça a mensagem do Velho Testamento de que nós somos Deus, mas estamos subjugados pelo medo.

Acorde, Neo.
Matrix has you.
You are my personal Jesus Christ.
Meu nome é Trinity.
Você dorme mal e passa a vida na frente do computador.
Você quer saber o que é Matrix. É a pergunta que nos impele.
Você escolhe: a pontualidade ou a demissão.
Você escolhe: o andaime ou as escadas.
Você escolhe: a pílula azul ou a vermelha.
Você escolhe: saber ou não saber?
Você escolhe: a sua vida ou a dele.
É preciso estar pronto para ver.
A única coisa que te ofereço é a verdade.
O tempo está sempre contra nós.
Estou morto? - Você nunca esteve tão longe disso!
Ninguém pode te mostrar. Você tem que ver por você mesmo.
Meus olhos doem.
Você não está acostumado a ver.
Não pense que sabe. Saiba!
Não tente bater. Bata!
Matrix são todos e ninguém.
Você não vai escapar das balas. Você não vai precisar escapar das balas.
O "Judas" Reagan: - Ignorance is bliss.
Você não pode dobrar a colher porque não existe colher!
Conheça a si mesmo.
Ele é o mais rápido de todos.
Eu sou, porque acredito.
O Oráculo disse o que você precisava ouvir.
Você não pode estar morto, porque eu te amo.
Eu libertei o mundo da Matrix. Entrego-lhes um mundo livre, sem controles, onde tudo é possível. Agora, a escolha é sua.

Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas
(João 14:12)

Eu Disse: Sois Deuses. Sois todos filhos do Altíssimo
(Salmo 82.6)


 
Cinema - publicado às 12:00 AM 9 comentários
MANIFESTO ROSACRUZ
sex, 29 de novembro, 2002
 



"...Pouco importam as idéias políticas, as crenças religiosas, as convicções filosóficas de cada um. Os tempos não estão mais para divisão, qualquer que seja sua forma, mas para a união; para a união das diferenças, a serviço do bem comum. Nisso, nossa Fraternidade conta em seu quadro com cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, hinduístas, animistas e mesmo agnósticos. Reúne também pessoas que pertencem a todas as categorias sociais e representam todas as correntes políticas clássicas. Homens e mulheres nela têm um status de total igualdade e cada membro goza das mesmas prerrogativas. É essa unidade na diversidade que faz a pujança do nosso ideal e da nossa egrégora. Assim é porque a virtude que mais prezamos é a tolerância, isto é, precisamente, o direito à diferença. Isto não faz de nós sábios, pois a sabedoria abrange muitas outras virtudes. Consideramo-nos antes filósofos, ou seja, literalmente, amantes da sabedoria".

Não sou Rosacruz, mas concordo inteiramente com o parágrafo acima. Também não sou espírita de carteirinha. Prefiro me definir como um livre pensador, e um filósofo (literalmente). As diferenças fazem a unidade, pois se complementam, mas só a partir do momento em que há respeito mútuo, seja no relacionamento com amigos, irmãos ou no namoro. Para ler o manifesto por inteiro cliquem aqui.


 
Holismo - publicado às 12:00 AM 3 comentários
SATANISMO
 


A imprensa brasileira ainda consegue me impressionar com a contribuição que dá para tornar nossa vida mais insuportável. Como se já não bastasse a contumaz apologia da violência, ainda temos que agüentar a "escolinha dominical de satanismo" do Fantástico. Eles já deram as dicas de como matar adequadamente uma jogadora de RPG (punhal, símbolos escritos no chão, de preferência dentro de uma igreja), mas acharam pouco e agora resolveram ensinar como se faz um ritual satânico. E sem motivo, já que o culto a Satã é tão antigo quanto a Bíblia, e já não tem mais nada de novo pra se falar. Nem mesmo a Igreja Católica dá cartaz a eles, e já admite que não há um Belzebu, e sim pessoas desviadas do caminho.


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Espiritismo, Metafísica - publicado às 12:00 AM 16 comentários
AMOR, IMBATÍVEL AMOR
 


Por Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco.

O amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. Mais se agigante, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia. Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.
Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustração.

Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo e ideal, harmônico, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reúne as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimenta o corpo e dulcifica o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.

O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, o juvenil, que se expressa pela insegurança, e o maduro, pacificador, que se entrega sem reservas e faz-se plenificador.


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Espiritismo - publicado às 12:00 AM 8 comentários
PRANA
 


É a energia cósmica do universo (pelo menos a parte que está acessível à nossa dimensão). Os hindus a chamam de Prana (ou Purana), os chineses de Chi (ou Ki), Wilhelm Reich chamava de Orgone, e no espiritismo se conhece por Energia imanente (ou primária).

Pode ser visto em dias de sol, com o céu bem aberto. Para isso, fiquem deitados de costas, olhando para o céu. Após algum tempo a vista relaxa, abrindo o campo da retina, e será possível ver minúsculas bolinhas brancas, às vezes com um pronto preto. Surgem por um segundo ou dois, deixam um ligeiro traço e tornam a desaparecer. Se você persistir na observação e expandir a visão, começará a ver que todo o campo pulsa num ritmo sincronizado. Nos dias de sol, as bolinhas de energia, brilhantes, movem-se depressa. Nos dias enevoados, mais translúcidas, movem-se devagar e são em menor número. Numa cidade envolta em névoa e fumaça, são menos ambundantes, escuras, e movem-se muito devagar.


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Hinduísmo, Holismo, Metafísica - publicado às 12:00 AM 14 comentários
VIOLÊNCIA FAMILIAR
qua, 27 de novembro, 2002
 


E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão.
(Mateus 10:21)

Muitas pessoas ficam chocadas com esses fatos de morte em família, gente que convive intimamente com o outro e mata com requintes de crueldade. Isso sempre existiu, mas somente agora está sendo jogado na cara das pessoas. Não é à toa que dois casos de espancamento até a morte foram filmados, em 1 semana. Faz parte da época das revelações, como já falei aqui antes.

Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se.
(Mateus 10:26)

É a época em que o ser humano se defronta com a sua própria natureza, seus próprios medos e, com alguma sorte, se questionará sobre isso. Muitos procurarão a salvação em religiões, outros ficarão esperando o apocalipse, enquanto outros, mais sábios, procurarão olhar para o próprio íntimo a fim de eliminar de sua alma toda e qualquer ressonância a esse tipo de violência.

Violência alimenta violência. Não foi à toa que, com a divulgação em massa do caso do assassinato dos pais da menina rica, uma onda de violência familiar se alastrou. Isso acontece porque o pensamento é uma fonte de energia que interage com o ambiente e com outras pessoas. Quanto mais gente pensa a respeito, mais esse bolsão de pensamento vai ganhando força, e quando atinge uma mente propensa a cometer um ato de violência, ele ressoa, como uma corda de violão que vibra em uma certa nota faz vibrar outra corda afinada na mesma nota. Então, ele tem a "inspiração" pra cometer o ato, que até então era só uma possibilidade adormecida no fundo da sua alma.

A imprensa está investindo no filão de noticiar mais casos escabrosos em família. Então aguardem mais e mais casos, nesse círculo vicioso.


 
Espiritismo - publicado às 12:00 AM 5 comentários
SEM AMOR EU NADA SERIA
 


O livro Paulo e Estevão, de Emmanuel e Chico Xavier, retrata a conversão de Paulo de Tarso, antes um perseguidor ferrenho dos primeiros cristãos, mas que, após uma visão de Jesus em Damasco, se tornou seu maior defensor e pregador. É ele o criador da Igreja Católica como a conhecemos. É dele as inspiradas frases "Sem amor nada seria" e "tudo me é permitido, mas nem tudo me convém".

Renato Russo fez um trabalho brilhante na música Monte Castelo, adaptando o texto de Paulo de Tarso (e acrescentando vários trechos de Camões). Devo confessar que foi depois dessa música que comecei a explorar a Bíblia, até então "coisa de crente". Gostaria de transmitir isso a vocês, tendo a liberdade de macular o texto com meus comentários (perdoem esse exegeta que vos fala):


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Cristianismo, Espiritismo - publicado às 12:00 AM 10 comentários
BLOG OF NOTES
ter, 26 de novembro, 2002
 


O blog ficou entre os cinco melhores da semana, no blogger.com.br. Bem que eu achei estranho quando o contador diário pulou dos 10 visitantes habituais pra 70... Já que vai vir todo tipo de gente (principalmente gente "esquisita" atraída pelo meu nick) sugiro que se detenham na leitura atenta dos arquivos, pois este blog não foi feito pra ser efêmero, engraçado ou retratar meu dia-a-dia, e sim uma forma de ajudar as pessoas a pensar por conta própria, a treinar seu próprio discernimento. É por isso que digo que nada aqui é verdade. Até porque não existe a verdade.

Leiam, reflitam e busquem seu próprio caminho.

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original
(Albert Einstein)


 
Geral - publicado às 12:00 AM 1 comentário
A TÁBUA DE SALVAÇÃO
 


Imagine que você está perdido em alto-mar. A praia pode ser vista, muito distante. Você sente vontade de ir nadando até lá, mas pensa que não vai conseguir chegar nadando: poderá morrer de exaustão ou câimbra. Então você fica parado, boiando no meio do mar, esperando algum barco passar, ou algum milagre. O mar está agitado, com ondas gigantescas, que jogam você de um lado para o outro. Você luta para se manter com a cabeça fora d'água, até que - como tudo na vida - a tempestade passe. E ela passa.

Os ciclos vão se alternando, você já se acostumou com a situação, até que um dia a superfície do oceano ficou lisa como a de um lago, e você pôde então divisar o infinito do horizonte. Ao longe, você percebe um objeto boiando. "Uma tábua de salvação!", pensa. Ela estava lá, o tempo todo, mas você não a percebeu por causa das ondas, da agitação do mar.

Agora você tem uma opção que lhe abre novas possibilidades. Você pode continuar esperando o milagre e lidando com as adversidades do jeito que você estava acostumado, ou pode ir até a tábua, agarrá-la e usá-la para sair dessa situação de uma vez por todas, nadando até a salvação da praia (por mais distante que ela pareça). Ou você pode ir até a tábua e descansar, agarrado nela, ainda esperando pela salvação (que talvez nunca chegue).

A tábua não é a salvação em si. É um meio para a salvação.

Se imagine nadando com a tábua. Ela é um facilitador. Você sabe que poderia nadar sem ela, mas seria muito mais cansativo. Poderia até não chegar à praia sem ela. E levaria muito mais tempo. Poderia até nadar pro lado errado, pois não estaria com a cabeça para fora d'água.

Imaginem agora quem é a "tábua".

Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens
(João 10:9)

Pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
(Mateus 11:30)


 
Cristianismo - publicado às 12:00 AM 1 comentário
MILAGRE
ter, 19 de novembro, 2002
 


Essa eu achei (quem diria!) na página do Padre Quemedo:
Um negócio interessante sobre o sangue de São Genaro, que se liquefaz várias vezes durante o ano. Se foram feito mesmo todos os testes que dizem ter feito, é um evento paranormal de primeira!!


 
Cristianismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários
CAFÉ COM PRESUNTOS
seg, 18 de novembro, 2002
 



A Folha de Pernambuco é o jornal que, se espremer, sai sangue. Acho que todo Estado tem um assim. O pior é que minha mãe assina essa porcaria e todos daqui de casa adoram. Menos eu, claro, que logo no café da manhã dou de cara com a página toda tingida de vermelho-carmim, característica do sangue coagulado. Algumas vezes os fotógrafos conseguem chegar a tempo de pegar o presunto ainda fresco, jorrando um sangue escuro e rico em hemoglobinas vivas.

Eu protestava, mas como sou minoria, fui vencido pela democracia. Então, pela 20ª vez em que tive de tomar meu café da manhã com presuntos, peguei o jornal, amassei e joguei no canto da parede. No outro dia não vi mais o jornal em cima da mesa. "Puxa" - pensei - "finalmente se tocaram do quanto é nojento comer vendo essas coisas". Mas aí chega minha mãe e, antes mesmo de dizer "bom-dia", pergunta pela página policial. A empregada diz que está em cima da geladeira, pra evitar que eu o estrague.

Bem, pelo menos funcionou. Se eles não preservam a minha integridade psicológica, pelo menos cuidam bem da integridade física do jornal!


 
Geral - publicado às 12:00 AM 1 comentário
A ALEGORIA DA CAVERNA
sáb, 16 de novembro, 2002
 


(Platão e Sócrates RuleZ!)

Platão expôs o mito da caverna no Livro VII de A República. Possui a forma de um diálogo imaginário, do qual participam o filósofo Sócrates e os irmãos de Platão, Glauco e Adimanto. No livro VII Sócrates conta a Glauco o famoso mito da caverna como um retrato da ignorância humana. Pode (e deve) ser encarada como a metáfora da nossa vida, que, como os Budistas bem sabem, é uma ilusão, um pálido reflexo da Realidade. Nos mostra o quão difícil é nossa ascensão, mas o quanto ela é gratificante para os que perseveram e alcançam o topo. Também nos ensina, através da lógica, que é muito melhor ser humilde servidor na luz do que um Rei nas trevas. E também a dureza que é tentar ajudar os que ficam lá embaixo, por estarem eles se deleitando tão somente com aquilo (o ilusório), quando há muito mais para se ver! E fica a mensagem: não se pode tirá-los à força! Tudo isso é o que compõe a base moral do espiritismo, e Sócrates poderia ser considerado o primeiro doutrinador espírita do mundo.


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Filosofia - publicado às 12:00 AM 38 comentários
AS DUAS DORES DO AMOR
dom, 3 de novembro, 2002
 


Por Martha Medeiros

Existem duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de se tornar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita.

É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo. Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

E só então a gente poderá amar, de novo!!!


 
Pensamentos - publicado às 12:00 AM 7 comentários
O ÚLTIMO DISCURSO
sex, 1 de novembro, 2002
 


Proferido no final do filme O grande Ditador, é um dos mais belos textos pacifistas já escrito, um legado para todas as gerações. Não ficou preso a um contexto social ou político, nem ficou parado no tempo.

Nós continuamos a luta pela paz, pela esperança. Nós ainda queremos um mundo melhor para os nossos filhos... Mas nos acomodamos nas trincheiras dos sentidos. Por que amar, se é mais fácil odiar? Por que ajudar, se é mais fácil ignorar? Por que lutar, se podemos aguardar em nossos bunkers que o bombardeio acabe e não sobre mais nada a ser destruído?

A mensagem de Chaplin é uma convocação á luta. Sim, uma convocação à boa luta, como disse Paulo de Tarso em Timóteo 4:7, e como fez Gandhi, durante toda a sua vida pública. Lutemos, pois!


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Cinema, Filosofia - publicado às 12:00 AM 5 comentários
DEVAS
 


Devas, na cultura hindu, é uma palavra que significa "criatura celeste". A definição é vaga por natureza, pois abriga um grande número de criaturas, algumas com forma (rupa) e outras sem forma (arupa), algumas superiores aos humanos, outras inferiores, mas todas habitantes do astral. No processo de reencarnação qualquer um pode se tornar um Deva, mas depois de um tempo ele terá de retornar à Terra para obter a liberação definitiva de Maya. No Japão, os Devas foram adotados pelo Budismo e são chamados de TenBu, estando eles acima dos humanos em 6 estágios de existência. Muitos Devas possuem poderes Divinos, e são cultuados como tais, mas eles são mortais (embora vivam incontáveis anos).

Os Elementais são os tipos de Devas intimamente ligados e integrados à natureza, trabalhando nela sem questionar. Não são bons nem maus, mas podem ser manipulados pelos humanos para finalidades boas ou ruins. Em um certo ponto de evolução, eles se individualizam, e podem ser confundidos com anjos, ou fadas. Em um certo estado de consciência, algumas pessoas podem vê-los. Podem se apresentar como gnomos, duendes, fadas, sereias, sílfides, etc.




Acima vemos dois exemplos de Devas Elementais, no desenho animado japonês Princesa Mononoke. Assistam se quiserem entender melhor o relacionamento deles conosco.
Na mitologia Japonesa eles são muito respeitados, e não raro recebem oferendas de comida. Alguns espíritas e umbandistas têm o costume de fazer oferenda ao mar (para Iemanjá, dizem) com frutas e flores. Na verdade, se forem questionar aos espíritos perceberão que é uma oferenda à mãe Terra, uma forma de agradecimento pelo que ela nos deu durante o ano. É o mesmo que os Celtas e Druidas faziam, reverenciando as árvores, os campos, etc. A simbologia de Iemanjá é mais para poder canalizar a energia para um ponto, uma imagem (como a fogueira era para os Celtas, nas festas de Solstício). Enfim, um símbolo.

Os gregos possuíam duas palavras distintas para espírito. Uma é pneuma, que significa alma, aquilo que temos dentro de nós. Outra é daemon, que significa entidade, fantasma, etc. Notaram? O mesmo espírito, só que desencarnado. No dicionário Houaiss podemos encontrar: "Na crença grega apresentava uma natureza intermediária entre a mortal e a divina, freqüentemente inspirando ou aconselhando os humanos." Tanto é que a voz que ressoava na consciência do filósofo grego Sócrates, guiando suas ações, ele mesmo dizia que provinha de um daemon. Se Sócrates (que nas palavras de Platão era o homem mais justo que o mundo conheceu e que o Oráculo de Delphos disse que não havia ninguém mais sábio que ele) era um "endaemoniado", então eu também quero ser!

Vocês conhecem o destino de Sócrates, injustamente condenado à morte. É esse o fim de todos que possuem consciência e questionam as obras humanas sob um prisma ético-universal. Tanto que a palavra "heresia" provém do grego heresis, que significa tão somente escolha, opinião. A Igreja Católica acha maligno o direito de alguém ter opinião própria. Esse medo de perder o controle e o poder fez com que a Igreja adotasse daemon como uma coisa a ser banida, maligna, e daí veio a palavra demônio (daemoniu, em Latim).

Referência: Devas no Hinduísmo;
Devas no Budismo;
Spirituality in Anime


 
Hinduísmo, Holismo - publicado às 12:00 AM 7 comentários
BUDA vs DEVA
 


Do livro "Buda - Aquele que Despertou".

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte "duelo":

O Deva:
- Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.
- Qual é o maior veneno?
- A inveja é o mais mortal veneno.
- Qual é o fogo mais ardente?
- A luxúria.
- Qual é a noite mais escura?
- A ignorância.
- Quem obtém a maior recompensa?
- Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.
- Quem sofre a maior perda?
- Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.
- Qual é a armadura mais impenetrável?
- A paciência.
- Qual é a melhor arma?
- A sabedoria.
- Qual é o ladrão mais perigoso?
- Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.
- Qual o tesouro mais precioso?
- A virtude.
- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.
- O que atrai?
- O bem atrai.
- O que repugna?
- O mal repugna.
- Qual é a dor mais terrível?
- A má conduta.
- Qual é a maior felicidade?
- A libertação.
- O que ocasiona a ruína no mundo?
- A ignorância.
- O que destrói a amizade?
- A inveja e o egoísmo.
- Qual é a febre mais aguda?
- O ódio.
- Qual é o melhor médico?
- O Buda.

O Deva então faz sua última pergunta:
- O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?

Buda respondeu:
- O benefício das boas ações.

Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.


 
Budismo - publicado às 12:00 AM 21 comentários
OS MAIORES NA TERRA
 


Por André Luiz & Francisco Cândido Xavier

O santo não condena o pecador: Ampara-o sem presunção.
O sábio não satiriza o ignorante: Esclarece-o fraternalmente.
O iluminado não insulta o que anda em trevas: Clareia-lhe o caminho.
O orientador não acusa o aprendiz tateante: A ovelha insegura é a que mais reclama o pastor.
O bom não persegue o mau: Ajuda-o a melhorar-se.
O forte não condena o fraco: Auxilia-o a erguer-se.
O humilde não foge ao orgulhoso: Coopera silenciosamente em favor dele.
O sincero a ninguém perturba: Harmoniza a todos.
O simples não critica o vaidoso: Socorre-o, sem alarde, sempre que necessário.

__________________

(Os que conseguem fazer isso são de fato os maiores aqui na Terra)


 
Espiritismo - publicado às 12:00 AM Sem comentários