Saindo da Matrix

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    • RETRATOS DE UMA OBSESSÃO

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      seg, 16 de setembro, 2002


      Observem a sutileza da interpretação comovente de Robin Williams

      Fiquei chocado com o fato de que tanta gente da crítica gostou deste filme e eu não. Aliás, eu e grande parte da platéia, que, ao final do filme, estava com aquela de "o que é que estou fazendo aqui?"

      A história é boa, mas simplista. Poderia muito bem ser contada num episódio de Além da Imaginação, mas não num longa. O diretor possui longa experiência com videoclipes, o que garantiu ótimas tomadas e boa fotografia. A ironia aqui é que, se o diretor tivesse injetado um pouco de MTV na edição, teria conseguido um resultado melhor. Talvez ele tenha ficado empolgado com o fato de que desta vez finalmente pôde fazer um filme com mais de 3 minutos. Robin Williams fica com cara de balconista (leia-se "idiota") o tempo todo. Mas isso não lhe concede mérito nenhum, pois é a cara padrão dele. A grande dificuldade do papel deve ter sido ele se controlar pra não contar nenhuma piada. O ponto positivo foi a música, uma mistura de suspense clássico com música de supermercado. Não que eu não goste do Robin Williams. Comovi-me com Amor além da vida, Patch Adams e chorei copiosamente com Sociedade dos Poetas Mortos. Mas, que ele tem essa cara de panaca o tempo todo, isso ele tem!

      Cinema - publicado às 12:00 AM 1 comentário